quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Quando e como oferecer alimentos para seu bebê?

Acabamos de chegar da consulta de rotina com o pediatra, e as notícias não são animadoras. Na real eu estou me sentindo péssima, arrasada. O meu pequeno praticamente não ganhou peso no último mês, o que me deixou bem abalada. Ele explicou que isso é normal, que o ganho de peso não é igual para todos os bebês e que o importante é avaliar todo o desenvolvimento da criança. Ele cresceu 2 cm e está a cada dia mais esperto. Não sei se vocês me entendem, mas o que eu senti foi uma sensação de ter fracassado, o fato dele não ter ganho tanto peso foi culpa minha. E também que esse novo passo o liberta um pouco de mim, a partir de agora ele não depende só da mamãe para a sobrevivência, foi muita informação para um único dia.

Então, em razão desse pequeno empecilho vamos antecipar em 15 dias o início da complementação da alimentação dele. O indicado é esperar o bebê completar 6 meses para iniciar a introdução de alimentos na dieta dos pequenos. Atenção mamães, cada caso deve ser avaliado por um pediatra, se ele não disser nada é bom esperar eles completarem os 6 meses de vida.

Como eu sabia que esse momento estava perto e como boa mãe e jornalista comecei a pesquisar como e o que ofertar.  Não sei com as outras mães, mas me bateu uma insegurança em relação a essa nova fase. Buscar orientação profissional é fundamental, sempre irão surgir palpites das avós, tias, amigas que já tiveram filhos. As pessoas têm sempre as melhores intenções, todo mundo quer ajudar, mas nem sempre sabem do que estão falando.

Por isso, conversei com a nutricionista Alessandra Gaboardi. Ela é especialista em nutrição infantil, tem propriedade para falar sobre o tema, ela sempre dá ótimas dicas e receitas. Confiram a entrevista:


 Completado os 6 meses, é hora de iniciar a introdução alimentar na dieta dos bebês, e agora?

Alessandra Gaboardi - A partir dos seis meses a introdução da alimentação complementar é uma fase de transição para a criança. As mães devem estar bem orientadas por um profissional de saúde (nutricionista/pediatra) para evitar desnutrição ou obesidade. Esses alimentos transicionais têm como objetivo o reconhecimento de novos sabores pela criança.

Eles são oferecidos, inicialmente, na forma de papas, passando para pequenos pedaços e, a partir do nono mês, pode-se passar para a consistência dos alimentos consumidos pela família. Essas alterações de consistência devem ser graduais para se adequarem à maturação da criança.

Vale lembrar que a alimentação da família deve ser equilibrada nutricionalmente para garantir uma boa nutrição também à criança. Hábitos como o consumo de frituras, farinhas refinadas, sucos artificiais e refrigerantes devem ser evitados.

O que devemos oferecer primeiro? Chás? Sucos? Quais?

Alessandra - Aos seis meses pode-se iniciar com a ingestão de frutas sob a forma de papas oferecidas em colher, inicialmente, uma vez ao dia, depois, pela manhã e à tarde, seguida pela mamada. O tipo de fruta precisa respeitar a cultura regional, custo, estação do ano e presença de fibras. Nenhuma fruta é contraindicada, exceto quando houver intolerância ou alergia.

Em minha pratica clínica observo que as frutas bem toleradas para as papas são: mamão, banana, pera, maçã, abacate, ameixa e manga. Os sucos devem ser naturais e frescos e oferecidos em volume de 30ml/dia para não comprometer a ingestão de alimentos de densidade nutricional maior e não predispor à obesidade.

É importante também lembrar que as frutas devem ser oferecidas sem adição de açúcar, assim como os sucos.

A partir dos seis meses, recomenda-se a introdução inicial de cereais à base de arroz, que são livres de glúten, possuem menor teor de sódios e menor poder alergênico.  Neste período, já é possível introduzir os demais tipos de cereais (milho, macarrão, batata, aipim), incluindo preparações compostas, por exemplo, de arroz + feijão ou macarrão + carne. Lembrando que os cereais devem ser oferecidos em quantidade apropriada para auxiliar no fornecimento de carboidratos como fonte de energia e não em excesso para um futuro desenvolvimento de obesidade. A introdução de cereais não deve acontecer antes dos quatro meses de vida.

A primeira refeição de sal deve ser oferecida no horário do almoço ou do jantar, como convier à família. Os alimentos devem ser oferecidos gradativamente, sendo que, para concluir que a criança não gosta de determinado alimento, este deve ser oferecido de oito a dez vezes em dias diferentes.

As papas salgadas devem ser preparadas com as seguintes proporções: três partes de cereais ou tubérculos + uma parte de  leguminosas +  um parte de proteína animal + uma parte de  hortaliças.

Cereais e tubérculos: arroz, milho, macarrão, batata, aipim

Leguminosas: feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja

Proteína animal: carne bovina magra, frango, ovos, peixe, carne suína, vísceras

Hortaliças: legumes e verduras

A alimentação complementar varia de acordo com a idade da criança. O OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda:

6 a 8 meses: 2 a 3 refeições/dia

9 a 24 meses: 3 a 4 refeições/dia

Após 12 meses: lanches adicionais.

Além da dra. Alessandra o meu pediatra também nos orientou sobre a alimentação do Vítor. Segundo ele não é preciso, e os pais NÃO devem adicionar sal nem açúcar. E eu perguntei o por quê disso. Ele explicou que o paladar do bebê está sendo formado, e que se eu acrescentar sal ou açúcar posso acostumá-lo com esses sabores. Além de que sal contém sódio e essa substância pode trazer vários prejuízos para a saúde e o açúcar pode causar obesidade. Ele também me falou que, esses "temperos" devem ser introduzidos na alimentação só a partir dos 9 ou 12 meses. Então, até lá é possível dar sabor  as sopas ou papas salgadas com cebola, alho e temperos verdes, tudo o mais natural possível.

Outra informação útil do meu pediatra é o fato de que ele não recomenda a ingestão de alguns alimentos antes de 1 ano de idade. São eles: tomate, ovo, morango e peixe porque são alimentos com alto poder alergênico, e porque morango e tomate possuem altas quantidades de agrotóxicos. 


Hoje mesmo, assim que chegamos da consulta o Vítor mamou no peito e depois de alguns minutos eu ofereci banana amassada para ele. Eu sabia que ele não iria adorar logo de início, mas também não odiou. É um sabor completamente novo para ele, aos poucos eu sei que ele acostuma.







A noite eu e meu marido fomos jantar fora,  e o Vítor ficou na casa da minha mãe. Foi a vez dela fazer uma sopinha e oferecer para ele. Além da sopa ela também deu o suco de 1 laranja lima. A sopa ele não gostou muito, comeu umas 5 colheres, já o suco ele adorou, tomou tudo. Ollhem só as caretas:




Eu sei que a vidinha dele ainda está só começando e que surgirão outras situações como essa. Afinal, ser mãe é ter parte do seu corpo, um segundo coração,  vivendo e batendo fora do peito. O ciclo da vida é esse, e mesmo tristes são esses momentos que ficarão marcados. Ser mãe é crescer e aprender junto com nossos filhos, é aprender a ser "gente", comer, falar, sorrir, bater palmas e acima de tudo a amar incondicionalmente. O que sinto hoje é um pouco de tristeza por ele estar "crescendo" mas de felicidade por saber que a vida é assim, com todos é assim e não seria diferente comigo e com ele. Vamos crescer?

E aí mamães, vocês que já passarem por esse momento, me contem, como foi? E para as futuras mamães, gostaram das dicas? 
 Até mais

beijos

domingo, 12 de janeiro de 2014

Crise dos 6 meses, e agora?

Eu tinha sido muito bem avisada: "No começo eles só dormem",  "a medida que vão crescendo o trabalho também aumenta"... É, eles crescem mesmo rápido demais. Aquele bebezinho minúsculo que ficava quase 1 hora grudado no meu peito pois é, ele já não existe mais.

Foram 5 meses, parece que eu deitei e acordei e quando vi se passaram tantas coisas. Nesse tempo todo já criamos e mudamos várias rotinas. Ele mudou duas vezes de tamanho de fraldas e roupas. Quase fica sentado sozinho, já pega tudo que der para segurar e claro, vai tudo direto para a boca. Os dentes estão dando sinais de que querem nascer e haja mordedor e babador. 

Mas, a principal mudança é no temperamento, ele fica muito, mas muito agitado quando está com sono. Chora, se joga para trás, como se quisesse se largar do colo, e na hora da mamada é a mesma coisa. Só mama tranquilo se não estiver cansado. 

Claro que eu, e todos da família, reparamos essa mudança radical de comportamento. Confesso que não fiquei tão assustada, mas admito que o MEU comportamento também mudou. Assim como ele, também fiquei mais estressada, e com pouca paciência. Fiquei chateada por ele começar a acordar no meio da noite ( já que desde os 20 dias de vida não acordava mais) e por passar a dormir mal fiquei muito mal humorada ( 'sorry' marido, mãe, e todos que me ajudam).

Bom, isso já faz umas duas semanas, e tudo isso começou logo depois de completar 5 meses e bem no meio de uma viagem, ficamos 1 semana longe de casa. No começo pensei que ele estava estranhando estar fora. Mas, mesmo depois que voltamos, ele continuou assim. Viajamos de novo e toda essa ansiedade ainda persiste. 

Fazendo algumas pesquisas na internet, descobri que além da "crise dos 3 meses", existem várias outras "crises". Na real, esses primeiros anos de vida, são todos cheios de "altos e baixos", e não tem muito que possamos fazer, a não ser nos preparar para encarar essas crises. 

Estou tentando voltar a ser mais calma, exercitar a paciência é uma ótima atividade. Buscar informações  é um bom passo. Leia sobre essas crises, tendo conhecimento você vai poder dar uma boa resposta na hora em que  alguém quiser dar pitaco do que você deve fazer para o neném parar de chorar, ou ainda quando começarem  a surgir comentários do tipo: "não é fome?", "seu leite deve estar fraco", "só pode ser refluxo", "intolerância a lactose", "quebrante ou olho gordo", e o festival de palpites vai longe. 

De acordo com o site Bebe.com.br aqui nos primeiros 12 meses de vida, o bebê enfrenta quatro crises, aos 3 meses,  6 meses, 8 meses e 1 ano. 

Essas crises estão ligadas ao desenvolvimento das habilidades da criança. 

Já o site, Guia do Bebê aqui, diz que toda vez que o nosso bebê desenvolve uma nova habilidade, ele fica tão excitado e obcecado com a conquista que a quer praticar o tempo todo, inclusive durante o sono. Em outras palavras, um dos ‘efeitos colaterais’ desse trabalho todo que o cérebro deles está fazendo é que eles não dormem tão bem quanto o fazem em períodos que não estão trabalhando em dominar uma nova habilidade. Eles podem até resistir às rotinas já estabelecidas.

No período que imediatamente antecede o chamado salto de desenvolvimento, o bebê repentinamente pode se sentir perdido no mundo, pois seus sistemas perceptivo e cognitivo mudaram, houve uma maturidade neurológica, mas não tempo hábil para adaptação às mudanças. Então o mundo lhe parece estranho, e o resultado da ansiedade gerada é geralmente desejar voltar para sua base, ao que já lhe é conhecido, ou seja, a mamãe! Em vista disso, é comum ficarem mais carentes, precisando de mais colo, e com frequência há também alterações em seu apetite e sono.


Vou falar da qual estou passando: 

Crise dos 6 meses

Segundo o site essa é a crise da formação do triângulo familiar. Por mais que o pai tenha sido presente e ativo desde o nascimento, ele não teve uma relação tão forte com o filho. Com seis meses, o bebê, que já conhece a mãe, começa a reconhecer a figura do pai, dando início a formação do triângulo - e a crise.

Os sintomas são todos os que eu já relatei: pouco apetite, agitação e sono conturbado.

Na 23ª semana ( seis meses)  o bebê parece se tornar mais ‘difícil’. Ele busca maior contato corporal durante as brincadeiras. O bebê já consegue coordenar os movimentos dos braços e pernas com o resto do corpo. Senta sem apoio e põe objetos na boca. Nessa idade ele começa a entender que as coisas podem ficar dentro, fora, em cima, embaixo, atrás, na frente, e usa isso em suas brincadeiras. Ele passa a entender que quando a mamãe anda, ela vai se afastar e isso o assusta, então reclama quando a mãe sai de perto. Depois desse salto o bebê vai ficar interessado em explorar a casa, armários, gavetas, achar etiquetas, levantar tapetes para olhar o que tem embaixo. Ele se vira para prestar atenção nas vozes, consegue imitar alguns sons, rola bem em ambas direções e começa a se apoiar em algo para ficar de pé. Adquire maturidade para receber alimentos sólidos. Essa fase pode durar cerca de 4-5 semanas.

Então, nessas fases, é preciso apenas ter um pouco de paciência e empatia com o bebê - depois do processo de aquisição da nova habilidade (como rir, engatinhar, sentar, interagir, andar) o bebê dá um salto no desenvolvimento e demonstra felicidade com o final da ‘crise’. Ou seja, por um lado, o bebê fica feliz com a nova habilidade e independência que vem junto, e já é capaz de se afastar um pouco da mamãe. Por outro lado, sente angústias e receios com essa nova situação. Isso lhe traz sentimentos dúbios: é como uma ‘dança louca’ entre separação e apego, onde o bebê irá flutuar entre os dois por um período.

A duração de cada salto é variável, mas geralmente depois de algumas semanas a fase difícil passa e tudo volta à normalidade. Bebês e crianças precisam de cuidados amorosos, empatia e novas experiências, e não de brinquedos caros. Fale com seu bebê, cante, brinque com ele, leia para ele. São atividades chave para o desenvolvimento do cérebro. Os saltos no desenvolvimento não cessam na infância, mas continuam até a adolescência.





Com sono e muito irritado!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Reflexão de Final de Ano

Hoje,  31 de Dezembro, é o dia Mundial da Reflexão! Como boa blogueira, não poderia deixar passar em branco esse momento. Quero compartilhar com vocês, leitores e amigos, os meus pensamentos de final de ano:


2013 vai ficar marcado na história da minha vida. Mais precisamente às 8 horas e 13 minutos da manhã do dia 31 de julho. Depois de nove meses e de uma gestação tranquila, conhecemos o nosso "pacotinho". Ele veio ao mundo perfeito, saudável, lindo, calmo e cheio de vida e amor. A partir daquele instante eu me tornei mais mulher, mais viva e mais, muito mais confiante. Lembrar das quatro horas do meu trabalho de parto fazem surgir lágrimas nos olhos. Foi um misto de dor, medo, ansiedade, dor, calor, frio, dor, agonia e no fim certeza. Depois de ver o rostinho mais lindo do Mundo eu tive certeza de que jamais amei assim na vida. Ser mãe é entrar para uma "sociedade secreta", como já falei pra vocês. A gente tem uma vaga ideia do que é, mas só "sendo" pra saber exatamente como é viver essa montanha russa de emoções. 

Se eu pudesse dar um conselho para as minhas amigas seria: "sejam mães". Sejam mães e se tornem mais leves, mais tolerantes, mais fortes, mais fracas, mais choronas, mais idiotas, mais babonas... Ser mãe é uma loucura doce!

Neste ano recebi carinho e amor de pessoas que jamais esperei, e ser surpreendida assim foi muito bom. E quem é mãe sabe, quando fazem bem para os nossos filhos, estão fazendo bem para a gente.

Em 2013 foram várias vitórias no meio de coisas tristes,  várias pessoas queridas que nos deixaram há algum tempo, também deixaram saudades. Com tanta coisa boa é inevitável lembrar de quem já não está mais com a gente e de como seria bom se pudessem viver de perto tanta alegria. 

Em 2013 aprendi a ter mais fé, rezei muito, por mim, por meu filho, e por várias pessoas que eu amo. E assim, na união de pensamentos positivos e orações fomos todos abençoados com o poder da cura.

Mas, o dom da vida nos faz evoluir a esse respeito. E refletir que nada no Mundo acontece por acaso, e que ninguém passa na nossa vida sozinho, com os percalços aprendemos a sermos mais fortes, com as perdas aprendemos o valor das coisas e das pessoas. E assim vamos vivendo, nos tornando melhores. 

Espero que em 2014 essa fé aumente, e que o amor prevaleça. Desejo só coisas boas para todos, que Deus abençoe e nos guie sempre.



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Birra na hora de dormir? Olha só o que eu fiz...

Há mais ou menos duas semanas o Vítor vem mudando de comportamento na hora das sonecas. Ele quer ficar mais tempo acordado do que dormindo, e até aí tudo bem, desde que ele não tenha sono. Quando completou quatro meses começamos a viver essa nova "fase". Sempre depois das mamadas e trocas de fralda ele gostava de "tirar um soninho", mas de uns tempos pra cá ele quer ficar acordado e "tomando fé" de tudo que está acontecendo a sua volta. E olha, não teria problema nenhum o fato dele querer ficar mais tempo acordado, não fosse o caso de virar um "xaropinho" depois de um tempo, quando ele fica com sono mas não quer se render...



olha só como ele fica irritado, estávamos na maior brincadeira até que o sono começa a pegar...


Conversando com o pediatra ele disse que agora esse comportamento é normal, e ele nos indicou que quando ele começasse a ficar "xarope" devíamos pôr no berço e deixá-lo lá até que durma. 

E aí mamães, isso já aconteceu com vocês? Bom, na primeira semana, logo após a consulta eu tentei a técnica do "deixa chorar", e claro que eu não consegui, ele chorou/berrou por quase 1 hora sem parar. Até escrevi aqui que isso era demais para mim, e que nem todas essas técnicas dão certo logo de cara. Eu também pensei que, essa fase de "bebezinho" passa rápido demais e logo ele não vai mais querer ficar no meu colo, ganhando carinho e mimo da mãe. Corri no quarto dele afofei e beijei muito, ele ficou mais 30 minutos acordado, e só parava de chorar se eu ficasse caminhando com ele pelo nosso apartamento. Dormiu no meu colo visivelmente cansado. 

E eu repeti esse comportamento por mais algumas vezes, até que em um belo dia eu tentei fazer o mesmo e simplesmente não conseguia mais ficar com ele no colo, não aguentava de tão casada, afinal de contas ele já está pesando quase 7 kg. Fui, literalmente, vencida pelo cansaço. Depois de esgotada todas as possibilidades de tentar acalmá-lo, não era fome, dor, nem fralda suja. Só podia ser sono. Coloquei ele no berço, liguei o móbile e o som do quarto dele (tenho um Ipod com umas 200 músicas de ninar para bebês, tem Beatles, Madonna e até Beyoncé, além de músicas clássicas que ele adora). Aproveitei que estava com algumas roupas sendo lavadas na máquina e liguei também a TV da sala. Com o barulho do lado de fora do quarto, fechei a porta e saí de perto. Depois de 20 minutos, voltei para ve-lo  e vi que já tinha dormido. Então gente, a técnica do "deixa chorar" funciona. 



Mamães,  posso garantir que isso não é fácil, e só consegui porque fiz de tudo para não ouvir ele chorando. Mas, afirmo com propriedade que é FUNDAMENTAL ao menos tentar essa técnica. Depois dessa vez, ele fez birra de novo no dia seguinte, chorou por quase 1 hora novamente. Eu e meu marido ficamos em pé, ao lado do berço, não pegamos no colo, até que ele dormiu. Esse dia, foi ainda mais difícil porque ficamos ali, olhando. Mas, conseguimos. Depois disso ele ainda dá umas choradas para dormir, mas não chega nem a 5 minutos. Sei que aos poucos ele vai perder essa "mania". 

Olha, muita gente critica essa postura. Geralmente é uma corrente de mães que apoiam as camas compartilhas e a amamentação em livre demanda. Eu não critico nenhuma escolha,  apenas avalio as que eu tomo e comparo com outras mamães que fazem o mesmo. Deixar o neném chorar não é desumano, não é cruel e não é deixar de dar amor. Aliás, é o contrário. Apesar de ser um pequeno bebezinho ele precisa saber que nem tudo na vida acontece do jeito que a gente quer. Também acho que, deixando ele chorar você não está ensinando  que a vida é cheia de frustrações, porque isso ele vai aprender de qualquer jeito. 

Vamos avaliar nossas atitudes,  tenho certeza que essa postura é melhor para eles. Bebês não sabem o que é certo e errado, mas os pais tem obrigação de saber. E mesmo que  queiram ficar acordados eles precisam dormir. Sei que a partir de agora esse sono vai diminuir, por isso vamos preparando novas técnicas para quando ele está acordado, assunto para um novo post em breve...

E aí mamães como é com vocês, já tentaram o "deixar chorar"??? Contem para mim como foi, vamos compartilhar nossas experiências!

Beijos e até a próxima.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Como fazer meu bebê dormir a noite toda?

Que perguntinha boa né mamães, afinal parece que bebês e sono prolongado são duas coisas que não coexistem. Antes que me perguntem eu já lhes digo, não, eu não li o livro Nana Neném. Eu até comprei, está baixado na minha biblioteca virtual do Ipad. Vocês sabem né, vida de mãe não é tão sossegada, e eu não tive tempo, ainda.  Desses livros de auto-ajuda para mamães, por enquanto eu só li dois: o tal Crianças Francesas não fazem Manha, e Educando Meninos. Eu ainda farei uma resenha sobre os dois, não agora.

Bom, o fato é: agora são 7:19 da manhã de Domingo. Todos aqui em casa dormimos por mais de 8h seguidas, o bebezinho e o papi dele estão lá na  nossa cama agora e adivinhem o que estão fazendo??? Pois é, dormindo! O Vítor acorda sempre entre 6h e 7h da manhã e dorme sempre entre 22h e 23h e sim, ele dorme a noite TODA, desde os 20 dias de idade.

E como eu consegui isso??? Antes de tudo mamãe, você precisa ter em mente que bebês são como uma "caixinha de presente surpresa", e que cada um é diferente do outro. Eu tenho plena consciência disso. Sei que posso ter outro filho e que ele seja completamente o oposto do irmão. Portanto, bebês não podem e não devem ser comparados uns com os outros. Tem mãe que adora falar assim: "seu filho não dorme a noite toda???? (em um tom meio ácido)  Ahhh, o meu sempre dormiu  a noite todinha, você precisa ser mais firme ( em um tom autoritário) ". Mamães, não caiam nessa cilada!

Primeiro, mãe que é mãe sabe que fazer esse tipo de comentário é desnecessário, e outra, ficar se "vangloriando" do fato do filho dormir a noite toda é a coisa mais "sem noção" que alguém pode fazer. Portanto, já pensei várias vezes se escrevia ou não esse post.

Mas, eu quero muito ajudar as mamães, principalmente as que precisam voltar ao trabalho depois da licença maternidade. Afinal, para encarar um dia inteiro na luta é preciso  algumas horas de sono completas. 

Então, primeiro vocês precisam considerar o estado físico dos seus bebês. Para que eles possam dormir a noite toda eles precisam ser saudáveis, eu não sou médica, não sou especialista. Sou apenas uma mãe metida a besta que gosta de escrever portanto, só levem em conta o que acharem necessário. Eu acredito que crianças que apresentem algum problema de saúde devem ser consideradas especiais, e a postura dos pais em relação a elas deve ser diferente também. Isso porque, algumas precisam ter o sono interrompido para tomar medicamentos, ou para serem alimentadas. Avalie  e considere também se o bebê mama leite artificial ou materno. Cada caso é um caso, não vou avaliar e nem opinar sobre bebês que por algum motivo mamem leite artificial. O Vítor tem 4 meses e até agora está só no leite materno, nem sabe o gosto de outro leite que não seja o meu. 

Consideradas essas opções vamos lá: mama só leite materno e é saudável. Como fazer para dormir a noite toda??? Eu acredito que esse caso representa 90% de postura  da mãe  e 10% de sorte do bebê ser calmo ou não. Observei mães que têm uma atitute semelhante a minha, e todas têm  bebês que dormem tranquilos a noite toda. Mas, e que postura é essa? Essa postura representa,  ter segurança nas suas escolhas, ter consciência de que o bebê vai dormir  a noite toda se ele quiser, e ser firme em relação a dar ou não mama de madrugada.

Por aqui aconteceu assim: nos primeiros 40 dias de vida, o Vítor dormiu eu um cama improvisada no carrinho, ao lado da minha cama. Ele sempre mamou de 4 em 4 horas ou 3 em 3 horas. E sempre foi um relógio. Nos primeiros dias ele acordava sempre às 4h da madrugada. Eu corria pegar ele, levar para o quarto para dar mama, devidamente acomodada na poltrona de amamentação. Em uma noite qualquer, depois de ter mamado perto da meia noite, ele simplesmente não acordou. Eu acordei, lógico, mas ele estava dormindo tão tranquilo que eu resolvi não acordá-lo. Na noite seguinte ele deu uma resmungadinha, no horário de costume, eu ofereci a chupeta, ele pegou e voltou a dormir. Na terceira noite, de novo. Na quarta ele dormiu direto sem resmugar e assim foi. 

Depois dos 40 dias ele foi para o berço no quarto dele. Eu preferia ele pertinho de mim, mas ele já estava maior, e o carrinho era nitidamente menos confortável. Como moramos em apartamento, e não cabe um berço em nosso quarto, o jeito foi arrumar uma super babá eletrônica e encarar esse passo com tranquilidade.  Claro que, em algumas noites ele se acordava, e eu fiz várias vezes a maratona: meu quarto - quarto dele. 

Enfim, nesses quatro meses nós descobrimos que: se entre 20h e 23h ele ficar acordado terá uma noite completa de sono. Por isso mudamos o banho para mais tarde, geralmente era entre 18h e 19h, agora é entre 20h e 21h. Deixamos ele acordado o máximo que conseguimos. A última mamada da noite é sempre entre 22h e 23h, e assim ele só vai acordar entre 6h e 7h. O horário que ele acorda, depende da hora que ele foi dormir, quanto mais tarde dorme, mais tarde acorda no outro dia. Ele ainda "se bate" durante a noite, as vezes. Mas, é raro, e quando isso acontece eu levanto por o bico se ele tiver com os olhos abertos (vejo pela babá)  se ele estiver de olhos fechados, eu deixo que logo ele volta a dormir. As vezes dá a impressão que ele tem pesadelos, se mexe e resmunga, mas de olhos fechados, se acontecer isso é só deixar ele quieto que logo volta a dormir. Eu NUNCA, jamais pego ele no colo para acalmar, e NUNCA desde que ele tem 20 dias dou mama ou troco ele de madrugada. 

Mães, essa é a minha postura, avalie e veja se o seu bebê pode ser conduzido dessa maneira. Ajuda muito se você se mantiver calma e tranquila. Não queira fazer isso como uma imposição, dormir ou não dormir vai depender dele também. Mas, a sua atitude em relação a isso conta muito! Seja confiante e determinada. Ele NÃO vai morrer de fome se você cortar a mamada da madrugada, se ele estiver chorando muito levante ver se não for frio ou calor, mas não pegue no colo. Se você optou por oferecer chupeta, ela é uma aliada poderosa para essa hora. As vezes acalma e eles voltam a dormir no mesmo instante. Também não tem problema deixar ele com a mesma fralda a noite toda, basta   passar bastante pomada para assaduras na última troca.

Tente fazer isso, e depois me conta se deu certo. Deixe também um comentário com as suas dicas para que eles durmam a noite toda, assim podemos juntas ajudar outras mamães. Qualquer dúvida, ou sugestão é só deixar um comentário!

Beijos e bons sonhos!








sexta-feira, 29 de novembro de 2013

4 meses é hora de testar novas táticas!

Você já ouviu, e muito, que a maternidade muda a mulher. Pois é, viver essa experiência é experimentar sentimentos novos. Forte e avassalador esse amor, no meu caso, chegou sem avisar e sem hora marcada. Foi lindo, intenso e desejado desde o primeiro momento. O que mais posso esperar? Não sei...  viver a maternidade é como caminhar em um túnel, escuro e fechado e que não há a famosa "luz no seu final".  Nessa caminhada a gente vai aprendendo como cuidar de outra pessoa e como cuidar melhor de nós mesmas. Afinal, se você estiver bem, calma, tranquila, bem alimentada irá estar relaxada o suficiente para produzir o alimento do seu filho. 

O fato é, nem tudo nessa caminhada é lindo e perfeito o tempo todo. No momento que escrevo esse post meu bebê está chorando desesperadamente. Não é fome, não é frio, não é calor, não é cólica e pode ser sono. Com a chegada dos quatro meses muita coisa muda na personalidade dos nossos pequenos. Não posso me "queixar", o Vítor continua um querido na maior parte do tempo, mas tem feito "birra" pra dormir. Estou testando a tática do "deixar chorar". E posso falar? Não é fácil, por isso fechei a porta do quarto dele e do meu e estou aqui, agora escrevendo esse texto. Tem 10 minutos e ele continua chorando. Ai, isso dói gente. A vontade de correr lá e acolher é enorme, não sei se vai dar certo. Mas, vou ver quanto tempo eu me seguro. 

Os médicos e especialistas dizem que se a criança não tem nada ela faz isso pra ganhar atenção, e essa birra pode se tornar um hábito que ela vai cultivar a vida toda. Já verifiquei e sei que ele está "bem", mas está com sono e não quer se entregar. Tem feito isso há uns dois dias. 

No livro "Crianças francesas não fazem manha" eles falam que as crianças precisam a lidar com as "frustrações" da vida desde os seus primeiros momentos. 

Olha, por isso que as crianças europeias são tão regradas e comportadas, mas será que elas tem amor o suficiente para se sentirem seguras?

Acho que vou abandonar essa tática, não está dando muito certo, porque ele continua chorando e muito.

Quer saber? Que se danem as francesas, e o pediatra. (risos) 

Vou lá pegar meu bebezinho e encher de amor e carinho!

Fui!


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Cólicas? Nutricionista explica porque acontece e dá dicas para evitar


Oi gente, estou de volta.  Você provavelmente já ouviu alguns pais falarem que a fase dos filhos bebês passa muito rápido, que eles logo crescem e todos sempre tem a sensação de não terem aproveitado esse tempo como queriam. Com apenas três meses dessa experiência posso ser mais uma pessoa a afirmar esse pensamento. O tempo voa quando você tem um bebezinho em casa. Eu não sei explicar como isso acontece, acho que a vida fica tão atribulada com a chegada deles que a gente não se dá conta de ver o tempo passar. O Vítor já dobrou de tamanho e passou por várias fazes, ele está a cada dia maior, mais alegre e querido. Com dois meses começou a firmar as pernas para ficar em pé, agora a cada dia a cabeça fica mais tempo firme também e acho que não vai demorar muito para ele conseguir ficar sentado. Gente, é maravilhoso acompanhar essa evolução.

Bom, mas nem tudo é assim tão fácil, existem alguns momentos complicados. Mesmo com todo o preparo nos deixam preocupadas, afinal somos mães e no meu caso de "primeira viagem". Posso garantir,  mesmo quando eles choram, a gente acha lindo.  Nos últimos 15 dias o Vítor tem nos deixado um pouco mais preocupados. Ele tem tido "crises de choro". Na consulta com o pediatra ele explicou que essas crises podem ser causadas por vários motivos, e o mais comum é que sejam cólicas. Pois é, cólicas com três meses, sendo que quando ele era menor não teve. De acordo com o médico é normal que as dores provocadas pelo excesso de gases se estendam por vários meses, nos primeiros tempos de vida de um bebê. 

Eu pesquisei muito a respeito e existem várias teorias para o surgimento das cólicas. Não é comprovado cientificamente que a alimentação da mãe causa desconforto para o neném, mas a gente pode observar se algo não "faz bem" no nosso dia-a-dia com os pequenos. 

Segundo a nutricionista Alessandra Gaboardi as cólicas chegam mesmo sem avisar. Iniciam geralmente no fim do dia. E isso é fato, todas as vezes que o Vítor mais reclamou foi depois das 17h. Ela explica que observar a dieta da mãe pode ser importante, mas retirar abruptamente alguns alimentos pode mais prejudicar do que ajudar. Na maioria dos casos, essas dicas não surtem efeito e, ainda, prejudicam a saúde da mulher. “Ela se sente fraca, percebe os cabelos caindo, as unhas enfraquecem e a cólica da criança permanece”, complementa.


A razão é apenas uma. De acordo com a especialista, essas dores não têm causa única e ocorrem porque o bebê nasce com o sistema digestório imaturo. “O intestino está recebendo alimento e a digestão acelera seu funcionamento, provocando as cólicas. O movimento do intestino também precisa de um tempo para amadurecer e se coordenar”, explica. Por isso, para reduzir as chances de o neném mamar depressa demais e, consequentemente, engolir ar, as mães devem estar tranquilas e amamentar em um local também sossegado. A grande maioria das crianças têm cólicas porque engolem ar enquanto mamam, tenho certeza que esse é o meu caso e do Vítor. Ele tem muita pressa pra mamar, eu tento acalmá-lo mas as vezes tenho a impressão que ele acha que o leite vai "acabar" tadinho. 

Outra indicação da nutricionista é não fazer uso de chás no intuito de resolver o problema, pois o produto pode intensificar as dores ou apenas fazer a criança dormir. Ao invés disso, a mãe precisa ficar atenta ao que consome. “A alimentação da mãe influencia se esta for intolerante ou alérgica a algum tipo de alimento”, destaca Alessandra. Enquanto amamentam, as mulheres necessitam de equilíbrio na quantidade e no tipo de nutriente escolhido, ingerindo sempre carboidratos, proteínas, boas gorduras, frutas, verduras e água. Na lista a ser evitada, estão os refrigerantes, doces em excesso, frituras, álcool e cafeína.


Outras sugestões da dra. Alessandra

- Quando desconfiar que a culpa das cólicas de seu bebê for um tipo de alimento, retiro-o da dieta por um dia inteiro. Caso as dores permaneçam, volte a consumi-lo. 

Gente, essa dica é super importante. Eu observei que nessa semana eu comi feijão preto quase todos os dias. No dia em que não comi o Vítor não teve cólicas. No meu caso acho que o feijão deve causar desconforto para ele

- No momento da crise, coloque o bebê de barriga com barriga em você, sempre mantendo as pernas dele encolhidas. Outra opção é usar uma bolsa térmica. O calor ajuda na liberação dos gases.

Eu ainda sugiro colocar o neném de barriga para baixo. A bolsa térmica é a melhor amiga das mães com crianças com cólicas. Aqui em casa temos um Elefante de pelucia que é um porta-bolsa-térmica. Feita de gel é só aquecer no microondas em 30 segundos. Amamos o presente que ganhamos de uma amiga, foi o mais útil até agora.




- Massagear a barriga da criança ajuda na eliminação da dor.

- Mantenha a calma. As cólicas vão passar.

Manter a calma é fundamental. Eu sei que é apreensivo ver seu bebezinho chorar, imagina eu que não era acostumada já que ele nunca chora. Mas, é muito importante, só vai ajudá-lo. Ser mãe é um grande exercício de paciência e benevolência, no fim nos tornamos pessoas melhores, você vai ver. 

Sobre a Dra. Alessandra

Alessandra Gaboardi é especialista em Nutrição Clínica e tem como foco profissional o atendimento voltado às crianças, adolescentes e gestantes. Graduada em Nutrição e Engenharia de Alimentos, ela possui um extenso currículo profissional e é membro da Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN) e do Núcleo de Nutricionistas de Jaraguá do Sul. Ela conta com duas pós-graduações, além de ter três cursos de aperfeiçoamento em sua área de atuação. Frequentemente, ainda participa de cursos de extensão e congressos.

Fonte: Alessandra Gaboardi – (47) 9990-6578


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Beijos e até a próxima