segunda-feira, 31 de março de 2014

Diferenças do sono do bebê que é amamentado para o que toma LA


Oi pessoal, voltei. Quero complementar o ultimo post: Verdade ou mito: bebê que toma leite artificial dorme a noite toda? Eu já postei vários textos que eu li no Grupo Virtual de Amamentação do Facebook. E achei um com a explicação científica para a minha triste constatação. Bebês que mama LA não necessariamente dormem melhor do que os bebês que tomam LM.  Leiam, é muito interessante!



"Novo estudo prova que não há diferenças. A crença que mães que amamentam tem que fazer mais sacrifícios não se mostrou verdadeira.


É comum acreditar que um dos sacrifícios que mães tem que fazer para amamentarem seus bebês é terem pior qualidade de sono. Mas novas pesquisas sugerem que isso é mito.

O estudo, publicado em 8 de novembro no periódico científico Pediatrics, descobriu que as mães dormiam em média o mesmo, não importando se amamentam ou dão LA. A autora principal do estudo, Hawley Montgomery-Downs, Professora assistente de Psicologia e coordenadora do Programa de Neurociências do comportamento na Universidade de West Virginia, mostra que absolutamente não há diferenças na qualidade do sono materno baseados em como os bebês são alimentados.

Os pequisadores coletaram dados de 80 mães do início da segunda semana de vida do bebê até o final da 12a. semana, e foram divididas em 3 grupos: 27 amamentando exclusivamente por pelo menos 12 semanas, 18 que deram LA exclusivamente por pelo menos 12 semanas e 35 que usaram ambas formas de alimentação.

As mães usaram um instrumento parecido com relógio (actigrafo) para registrar seus movimentos e usaram um equipamento PDA para analisar sua qualidade de sono, registrar quantas vezes elas acordaram no meio da noite e por quanto tempo permaneceram acordadas. Com isso obtiveram um diário de sono com relato da qualidade de seu sono e o número de acordadas durante a noite e quando se sentiam sonolentas durante o dia.

Surpreendentemente, os dados revelaram que os 3 grupos tiveram a mesma quantidade de sono- cerca de 7.2 horas por noite.
Então, apesar dessas mães não estarem tecnicamente deprivadas de sono, elas estão legitimamente deprivadas de sono de qualidade. Isso se chama “sono fragmentado”, que não é uma desordem do sono, diz Montgomery-Downs. “Isso é o que mães de bebês novinhos fazem.”

Como pode ser possível que não há diferença na quantidade de sono total? Se demora mais tempo para o leite artificial ser digerido e portanto eles acordam menos frequentemente, como suas mães não estão dormindo mais? Talvez é porque as mães que amamentam estão amamentando dormindo? Ou porque as mães que dão LA tem que acordar completamente para preparar a mamadeira? Ou uma combinação dos dois?

Montgomery-Downs diz: "Não posso dizer exatamente porque não houve diferenças, mas as mulheres que amamentam talvez não tiveram os mesmo níveis de despertares quanto as mulheres que levantaram para preparar mamadeiras. Pode ser que as mães que amamentam se mantiveram no escuro e conseguiram adormecer mais facilmente, já que LM contém o hormônio prolactina, que pode ter efeitos indutores de sono no bebê. Pode ser que os bebês amamentandos acordam mais mas as mães estão adormecendo mais rapidamente. Pode ser também que elas amamentam dormindo. Mas não sabemos se as mães estão fazendo cama compartilhada, essa será uma próxima extensão de nossa pesquisa".

Qualquer que seja a razão, esse estudo é obviamente uma boa notícia para os que apoiam amamentação. Sim, eu me pergunto: quantas mães desistem de amamentar- ou nem tentam- porque acreditam que iriam dormir mais com o uso da mamadeira?
Mas amamentação é tão importante para saúde de ambos mãe e bebê que fatos reais sobre o sono nessas condições precisam ser esclarecidos. Montgomery-Downs diz que as mulheres não poderiam simplesmente se sentir obrigadas a amamentar e fazerem o sacrifício de menos sono.

Além disso, enquanto estava entrevistando as mães que participaram do programa, Dr. Heinig descobriu que muitas trocaram a amamentação por LA ou cereal, acreditando que os bebês acordavam a noite e choravam por fome, porque não tinham LM suficiente.

Ela decidiu então preparar folhetos para dar para os pais com explicações de quão frequente os bebês acordam a noite- 3 ou 4 vezes nas primeiras 8 semanas pelo menos, e porque eles choram.

Seu estudo inovativo que durou 3 anos descobriu que as mães que tinham essas informações sobre seu comportamento natural amamentaram seus bebês exclusivamente por pelo menos 4 meses, e a porcentagem de crianças obesas diminuiu.


Finalmente, Dr. Montgomery-Downs diz: "A Academia Americana de Pediatria recomenda amamentação (exclusiva por 6 meses e continuada por pelo menos 1 ano), então considere os riscos e benefícios de amamentar x dar LA.

Mas não faça sua decisão baseada no velho mito de que irá dormir melhor com LA. Os primeiros meses serão difíceis, amamentando ou não, então pese outras coisas, como a saúde do seu bebê. Não use um ‘bom sono’ como razão para desmamar seu bebê, porque o sono não melhorará com o desmame."


Pais poderiam ajudar levantando e dando uma mamadeira ao bebê com LM ordenhado. Mas no estudo nenhuma das mães relataram esse tipo de participação dos pais, mesmo que os bebês estivessem tomando LA. *
Recentemente há ímpetos nos EUA para angariar mais apoio para a amamentação, e talvez esse estudo ajude. Como o mito de que bebês que amamentam dormem menos que bebês que tomam LA foi derrubado, os autores acreditam que os esforços de encorajar amamentação nos EUA deve incluir informação sobre sono.

Montgomery-Downs diz, "As mulheres devem saber especificamente que a opção de dar mamadeira ao bebê não significa necessariamente sono melhor. Os riscos de não amamentar o bebê devem ser levados em consideração contra a falta de evidência de que o LA melhora a qualidade de sono."


Montgomery-Downs considera os resultados do estudo bons e objetivos para afastar conselhos não solicitados de profissionais da saúde, amigos e sogras que sugerem o LA como solução para o sono.

“Isso deve ser tranquilizante para as mães que amamentam” ela diz. “Desmame não é a solução!”


PS:
* mamadeiras (independente do conteúdo) podem causar confusão de bicos e desmame precoce. Não recomendamos essa dica então na comunidade.

** faltou citar que mães que amamentam e fazem cama compartilhada (atentando para as regras de segurança da CC) tem melhor qualidade de sono sim, salvo algumas exceções. Agora é aguardar se farão um estudo com esse tipo de variável. "


Tradução: Andréia C. K. Mortensen

E foi publicado em português:

Verdade ou mito: bebê que toma leite artificial dorme a noite toda?

Não sei se com todas é assim, mas por aqui o leite artificial não me trouxe noites completas de sono. Para mim esse papo "dá fórmula que o bebê vai dormir a noite toda e você pode descansar" é mito. Consegui chegar aos 8 meses do Vítor com amamentação exclusiva de leite materno. E como já relatei para vocês, há quase 1 semana ele não quis mais o peito. 

Comprei uma lata de Nestogeno na quinta-feira (27)  e durou até a manhã de segunda (31) fiz em média 3 mamadeiras por dia. Uma a noite às 00h, depois às 4h ou as 5h da manhã (depende a vontade dele) e a terceira às 8h ou as 9h (tudo depende de que horas da madrugada ele acordou). 

Nem preciso dizer que estou bem chateada de ter que fazer isso, mas não tem outro jeito. E o pior de tudo, é que mesmo com as mamadeiras ele continua agitado. Hoje encontrei com uma amiga que tem um bebê de 1 ano, e que mama na mamadeira desde os 40 dias, ele teve alergia ao leite materno. E, como ela é mais experiente, me disse para comprar o leite Aptamil, e dar mais vezes durante o dia. 

Comprei e tentei oferecer 150 ml para o Vítor logo que chegamos do almoço. Ele não quis muito tomou só 50 ml. Vamos ver como será essa noite, amanhã conto pra vocês...

Amigas, o que eu aprendi com isso? Algo que eu sei há muito tempo. Não existe milagre para fazer seu bebê dormir a noite toda. Nos primeiros 6 meses de vida, o Vítor dormia super bem, a noite toda e não acordava nunca de madrugada. Agora, vários fatores tem influenciado o sono dele. Além dos dentes que estão nascendo tem esse fato dele ter largado o peito. E leite fórmula não faz milagre, não é ele que fará seu bebe dormir a noite toda, então NÃO caia nesse mito. Tente amamentar o máximo que você puder com leite materno, só irá fazer bem. Nem preciso dizer todos os benefícios né?

Beijos, até a próxima!



quinta-feira, 27 de março de 2014

Crescer dói, mais na gente no que neles...

Esses últimos dias tem sido intensos por aqui. Muita mudança, agitação,  dentes e roxos na cabeça para o meu gosto. E diante de tudo  a impotência e a falta de maturidade para saber lidar com  isso estão acabando comigo. 

Sim, sou uma completa bobona. Outro dia, me meti em uma discussão em um grupo do Facebook que apoia o parto natural. Uma dessas mulheres infelizes se meteu a dizer que a minha experiência de parto vaginal foi uma "violência obstétrica". Eu disse que vomitei porque fiz força e que eu apoio o jejum e, segundo ela, não devia ter feito força, e outras babaquices...Gente, vocês acham que eu sou radical quando falo de parto natural? Precisam ler o que umas malucas por aí tentam por na cabeça da mulherada, xiitas, extremistas, um horror...Enfim, não vou entrar em detalhes, mas o fato é que depois eu descobri que a mulher que debatia comigo tentou duas vezes ter parto natural e não conseguiu, ela culpa os médicos e hospitais por qual passou. Enfim, contei essa história para dizer que esse caso me fez pensar, o quanto deve ser triste ter tanta informação em uma área, saber tudo que pode e precisa ser feito para que algo dê certo, e no fim tal coisa não acontecer como a gente queria. No caso dessa mãe, toda cheia de evidências sobre parto natural, não conseguir tê-lo deve ter sido muito frustrante. 

Então, eis que alguns dias depois eu me deparo na mesma situação dessa mãe. Eu me cerquei e muni de TODAS as  informações sobre amamentação. Tive MUITO sucesso nos primeiros meses, e consegui garantir que o Vítor mamasse exclusivamente leite materno nos primeiros seis meses de vida. Nunca precisamos de nenhum complemento, as mamadeiras que comprei ficarem pegando pó no armário. Só que nessa última semana, tudo mudou.

Depois de duas semanas que introduzimos a alimentação, eu percebi que ele diminuiu consideravelmente as mamadas. Durante dois meses ele mamava 3 a 4 vezes por dia, na semana passada ele passou a mamar 2 vezes, depois passou para 1 vez  e já tem dois dias que simplesmente não quer mais. E hoje (27 de março de 2014) eu comprei a primeira lata de leite em pó, e chorei...

Estou triste com isso. E o meu sonho de amamentar até os dois anos? E tudo que eu sei quanto aos benefícios do leite materno? Só posso agradecer por esses 8 meses em que o Vítor NUNCA teve febre, nunca teve NADA! 

Ainda resta uma ponta de esperança. Espero que ele não tenha largado o peito definitivamente. Porque hoje eu também descobri que o terceiro dentinho já apontou para nascer, e isso explica um pouco toda essa agitação.

Há duas noites ele acorda, no meio da madrugada, aos berros. Tento acalma-lo no peito mas a briga é feia. Vou torcer para que sejam mesmo os dentes, enquanto isso estou tomando muita água e estimulando o peito com a bomba manual de sucção. Espero, realmente, que o problema seja esse afinal, sonhar não custa nada.

Sem mencionar o episódio da queda, um segundo de descuido e um impulso espoleta fizeram o primeiro roxo na testa. Nem preciso dizer que chorei junto, aliás acho doeu mais em mim do que nele. 

E é isso. Ser mãe é crescer junto com eles, mesmo que a gente não queira. Evoluir é inevitável, e é lindo, apesar de ser um caminho árduo! A vida é cheia dessas surpresas e a maternidade se descobre a cada dia, e embora querendo acertar vamos errar. E mesmo que que a gente se ache uma péssima mãe, seremos as melhores mães do Mundo para os nossos filhos. Ser mãe é muito mais do que se fala por aí...Ser mãe é crescer na marra, é admitir que não se sabe tudo e que as coisas nem sempre saem do jeito que nós queremos, afinal eles já tem personalidade e mesmo que sejam um "pingo de gente" eles já sabem escolher o que querem ou não querem. Por isso que crescer dói!








quinta-feira, 13 de março de 2014

Dentinhos nascendo, e agora?

E agora mamãe? Agora se prepara porque eles vão ficar muito irritados. Eu já falei para vocês nesse post aqui que até completar 1 ano de idade eles passam por várias fases e crises. Bom, a fase em que os dentes começam a nascer pode durar TODO ESSE TEMPO. Ou seja, muito tempo ( ha ha ha).

Gente, parece piada mas não é. Desde os 4 meses o Vítor começou a colocar a mão TODA na boca, a morder  enlouquecidamente os seus brinquedos, tem mais ou menos uns 10 tipos de mordedor. Aí, sempre tem alguém que diz: "logo vão nascer os dentinhos", e esse logo não chega nunca. Bom, parece que não chega, mas espere que chega. Mesmo querendo que ele, óbvio, não seja um desdentado a vida toda, você vai sofrer quando essa hora chegar. 

Todo mundo também diz: "eles ficam agitadinhos quando os dentes começam a nascer". E eu digo: essas pessoas são generosas. Porque eles não ficam só agitadinhos, eles ficam muito, muito e muuuito estressados, chatos e nitidamente com dor. 

Eu fui a primeira a ver que o dentinho estava vindo para fora. E foi uma surpresa porque até então ele não dava sinais de agito, dor, nem a gengiva ficou inchada como o pediatra falou que ficaria. Simplesmente, da noite para o dia ele estava lá, como se fosse um grão de arroz. 

                                imagem do Google 


Estávamos no banco traseiro do carro do papai, resolvemos passar um pedaço da tarde os três, vistoriando e trabalhando algumas obras em um momento "trabalho em família. Foi quando, entre uma e outra visita, depois de comer uma banana ele me dá aquele sorriso "Colgate" e eu vejo: um pontinho branco bem no meio da gengiva inferior. E a partir desse dia, já faz duas semanas, ele tem ficado muito irritado com freqüência. 


O que fazer? Bom, desde que nasceu faço a higiene bucal dele com gaze e água morna, tudo para evitar desde já as temíveis "cáries de mamadeira" (assunto para outro post). Agora, com os "dentes" eu uso uma escova de silicone que encaixa no meu dedo indicador, passo ela com um pouco de bicarbonato de sódio diluído em água morna. Alivia a dor (foi o que me disseram) e limpa. 

Existem algumas pomadas e cremes, meu marido que é pai de segunda viagem vive falando desse tal creme, parece que chama "Nene Dente",  (dizem que é super antigo, alguém conhece e já usou?) nunca usei, não sei como é, mas se ele continuar com dor eu  vou comprar. 

E o jeito é esperar, e como sempre exercitar a paciência, 

Viajar com bebê, pode? Pode sim, e é muito bom!


Oi amigas, to sumida né? Faz quase dois meses que não publico nada. Além da rotina com o pequeno, outros afazeres tomaram meu tempo. Estou estudando muito, além de algumas viagens, mas enfim, o Carnaval passou e e hora de voltar a rotina. 

Quero compartilhar com vocês como foi a nossa primeira viagem de férias com o baby. No último post eu contei para voces que tivemos que iniciar a alimentação complementar do Vítor 15 dias antes do previsto. E esse fato "atrapalhou" um pouco os meus planos. Marcamos a viagem para a última semana de janeiro, minha ideia inicial era,  assim que voltássemos, começar com a introdução alimentar. Eu já havia tudo programado, mas tivemos que mudar os planos. 

Para minha sorte, fomos viajar para a casa de amigos, com toda a estrutura e conforto para que eu pudesse oferecer comida  e frutas frescas. Confesso que essa foi e sempre será a minha maior preocupação quando formos viajar. 

Como moramos no interior precisamos viajar em média 300 km até o aeroporto mais próximo. Então, temos que sair de casa com a sacola térmica preparada. Segui conselhos de amigas e deu tudo certo. Cheguei a comprar os potinhos de papinha pronta, e apenas em raras ocasiões eu ofereci. 

Para não fazer o pequeno sofrer um bom planejamento é fundamental então lá vão as minhas dicas:

-Horário do Vôo:  é o mais importante quando a viagem for para algum lugar mais distante. Se for uma viagem curta de no maximo duas horas, vale a pena pesquisar horários, para que não sejam os mesmos em que você costuma servir as refeições para as crianças. É muito melhor você dar uma fruta, ou a sopinha, no carro do que no avião. E quem é mãe sabe, quando eles tem fome não aguentam esperar. 

-Alimentação: como eu já falei uma boa sacola térmica é fundamental. Se você for ficar em hotel, eu sugiro levar as papinhas congelas em embalagens próprias ou potes plásticos ( cuida para serem livres de BPA) em todo lugar que você for, sempre terá um microondas para aquecer a sopinha. E fruta é fácil né, só deixar no frigobar do hotel, ou pegar no café da manha. 


No avião fez muita festa, e segue a dica: durante a decolagem e aterrisagem é essencial dar mama (peito ou mamadeira, se for o caso) 


No carro é sempre assim, dormindo em quase todo o tempo. Lembrem-se: cinto de segurança sempre afivelado. 



Quando viaja de avião tem duas opções: ou despacha o carrinho junto com as malas na hora do check-in ou vai com ele até a porta do avião e os comissários despacham para você. No destino, ou eles lhe entregam na saída da aeronave ou na esteira, junto com as malas. 


-O que levar: 

Carrinho de bebe: eu particularmente gosto de levar o carrinho do Vítor. Ele não é dos mais leves e práticos, mas está longe de ser um trambolho. Para nós funciona super bem quando vamos passear em shopping ou jantar e almoçar fora. Se ele ficar cansado e com sono é só baixar o banco que ele dorme, onde quer que esteja. 

Esse é o nosso carrinho, como falei não é dos menores, mas também não é dos maiores, eu super indico.

Banheira inflável: super útil, praticamente não ocupa lugar na mala, e além de servir para o banho (lógico) também pode ser uma mini piscina, se você for viajar para uma praia, por exemplo. 

Brinquedo: faça uma pequena malinha dos principais brinquedos que ele gosta, vão distrair e muito ele.

Roupas: faça a conta de quantos dias vocês vão ficar fora, e faça a média de 3 trocas de roupa por dia ( 1 pijama, 1 roupa para o dia e 1 roupa se forem jantar fora). Além de vários panos de boca, e a toalha de banho. Dependendo da idade, eles ainda têm a pele muito sensível e toalha de banho de hotel é sempre dura demais. Não esqueça de filtro solar, boné ou chapéu. No Rio compramos uma camiseta de manga longa com proteção UV ( a da foto acima) achei muito interessante e protege mais quando eles estão na agua. 

Fraldas:  depende a idade, se já come ou não, no nosso caso, 6 fraldas por dia foram suficientes. Mas, eu não levei, comprei lá. E sugiro que todo mundo faça isso, fralda ocupa muito lugar na mala. Não pesa nada, mas ocupa. Se for viagem de dois a três dias vale a pena levar, como ficamos quase 10 dias fora valia a pena comprar um pacote pequeno. 

Berço portátil: minha mãe comprou um desses berços para deixar na casa dela e para usarmos quando formos viajar. Na viagem do Rio não quis levar, optei pelo carrinho, e quando vamos para o RS ele dorme em um colchão no chão, fora isso ficamos em Hotel que sempre tem berços. Ou seja, até agora nunca saiu da casa da minha mãe.

Remédios: Eu falei para o  nosso pediatra que iríamos viajar, e ele me "prescreveu" alguns remédios para eu levar por segurança. Nossa viagem foi um tipo de "private cruse" por Angra dos Reis e ficamos várias horas viajando em alto mar, longe de tudo e todos. Então eu sugiro que você avise para aonde estão indo, quantos dias vão ficar e ele te diz se é necessário e o que levar.

Segurança: Quando a viagem for de carro, é essencial levar a criança no bebê conforto, ou cadeirinha, com o cinto de segurança sempre preso. 

No mais, é isso. Além da viagem para o Rio, já fomos três vezes até Porto Alegre (440 km) e duas até Florianópolis (300 km)  e uma vez para Canoinhas (150 km) e ele sempre se comporta muito bem, dorme na maior do tempo, não enjoa, e se diverte com os brinquedos quando está acordado. 

Gente, espero ter ajudado. Espero que quando forem arrumar as malas lembrem das minhas dicas, e aproveitem muito porque viajar é tudo de bom, e com filhos é melhor ainda.

Muita gente fala que ter filhos só atrapalha os planos de viagem, isso é bobagem. Dá pra ir para qualquer lugar do mundo (quase todos, não iria para a India com uma criança de menos de 3 anos) mas, dá pra aproveitar muito, é só se programar, ser organizado e "desencanado" que dá certo. Depois que temos nossos babys, ficar longe deles parece e é imposssível. E quer coisa mais gostosa do que uma viagem em família? Vamos acostumar o Vítor desde pequeno com o "pé na estrada" afinal, conhecer o Mundo, essa é a herança que eu quero deixar para ele.

Apertem os cintos, e boa viagem!








quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Quando e como oferecer alimentos para seu bebê?

Acabamos de chegar da consulta de rotina com o pediatra, e as notícias não são animadoras. Na real eu estou me sentindo péssima, arrasada. O meu pequeno praticamente não ganhou peso no último mês, o que me deixou bem abalada. Ele explicou que isso é normal, que o ganho de peso não é igual para todos os bebês e que o importante é avaliar todo o desenvolvimento da criança. Ele cresceu 2 cm e está a cada dia mais esperto. Não sei se vocês me entendem, mas o que eu senti foi uma sensação de ter fracassado, o fato dele não ter ganho tanto peso foi culpa minha. E também que esse novo passo o liberta um pouco de mim, a partir de agora ele não depende só da mamãe para a sobrevivência, foi muita informação para um único dia.

Então, em razão desse pequeno empecilho vamos antecipar em 15 dias o início da complementação da alimentação dele. O indicado é esperar o bebê completar 6 meses para iniciar a introdução de alimentos na dieta dos pequenos. Atenção mamães, cada caso deve ser avaliado por um pediatra, se ele não disser nada é bom esperar eles completarem os 6 meses de vida.

Como eu sabia que esse momento estava perto e como boa mãe e jornalista comecei a pesquisar como e o que ofertar.  Não sei com as outras mães, mas me bateu uma insegurança em relação a essa nova fase. Buscar orientação profissional é fundamental, sempre irão surgir palpites das avós, tias, amigas que já tiveram filhos. As pessoas têm sempre as melhores intenções, todo mundo quer ajudar, mas nem sempre sabem do que estão falando.

Por isso, conversei com a nutricionista Alessandra Gaboardi. Ela é especialista em nutrição infantil, tem propriedade para falar sobre o tema, ela sempre dá ótimas dicas e receitas. Confiram a entrevista:


 Completado os 6 meses, é hora de iniciar a introdução alimentar na dieta dos bebês, e agora?

Alessandra Gaboardi - A partir dos seis meses a introdução da alimentação complementar é uma fase de transição para a criança. As mães devem estar bem orientadas por um profissional de saúde (nutricionista/pediatra) para evitar desnutrição ou obesidade. Esses alimentos transicionais têm como objetivo o reconhecimento de novos sabores pela criança.

Eles são oferecidos, inicialmente, na forma de papas, passando para pequenos pedaços e, a partir do nono mês, pode-se passar para a consistência dos alimentos consumidos pela família. Essas alterações de consistência devem ser graduais para se adequarem à maturação da criança.

Vale lembrar que a alimentação da família deve ser equilibrada nutricionalmente para garantir uma boa nutrição também à criança. Hábitos como o consumo de frituras, farinhas refinadas, sucos artificiais e refrigerantes devem ser evitados.

O que devemos oferecer primeiro? Chás? Sucos? Quais?

Alessandra - Aos seis meses pode-se iniciar com a ingestão de frutas sob a forma de papas oferecidas em colher, inicialmente, uma vez ao dia, depois, pela manhã e à tarde, seguida pela mamada. O tipo de fruta precisa respeitar a cultura regional, custo, estação do ano e presença de fibras. Nenhuma fruta é contraindicada, exceto quando houver intolerância ou alergia.

Em minha pratica clínica observo que as frutas bem toleradas para as papas são: mamão, banana, pera, maçã, abacate, ameixa e manga. Os sucos devem ser naturais e frescos e oferecidos em volume de 30ml/dia para não comprometer a ingestão de alimentos de densidade nutricional maior e não predispor à obesidade.

É importante também lembrar que as frutas devem ser oferecidas sem adição de açúcar, assim como os sucos.

A partir dos seis meses, recomenda-se a introdução inicial de cereais à base de arroz, que são livres de glúten, possuem menor teor de sódios e menor poder alergênico.  Neste período, já é possível introduzir os demais tipos de cereais (milho, macarrão, batata, aipim), incluindo preparações compostas, por exemplo, de arroz + feijão ou macarrão + carne. Lembrando que os cereais devem ser oferecidos em quantidade apropriada para auxiliar no fornecimento de carboidratos como fonte de energia e não em excesso para um futuro desenvolvimento de obesidade. A introdução de cereais não deve acontecer antes dos quatro meses de vida.

A primeira refeição de sal deve ser oferecida no horário do almoço ou do jantar, como convier à família. Os alimentos devem ser oferecidos gradativamente, sendo que, para concluir que a criança não gosta de determinado alimento, este deve ser oferecido de oito a dez vezes em dias diferentes.

As papas salgadas devem ser preparadas com as seguintes proporções: três partes de cereais ou tubérculos + uma parte de  leguminosas +  um parte de proteína animal + uma parte de  hortaliças.

Cereais e tubérculos: arroz, milho, macarrão, batata, aipim

Leguminosas: feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja

Proteína animal: carne bovina magra, frango, ovos, peixe, carne suína, vísceras

Hortaliças: legumes e verduras

A alimentação complementar varia de acordo com a idade da criança. O OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda:

6 a 8 meses: 2 a 3 refeições/dia

9 a 24 meses: 3 a 4 refeições/dia

Após 12 meses: lanches adicionais.

Além da dra. Alessandra o meu pediatra também nos orientou sobre a alimentação do Vítor. Segundo ele não é preciso, e os pais NÃO devem adicionar sal nem açúcar. E eu perguntei o por quê disso. Ele explicou que o paladar do bebê está sendo formado, e que se eu acrescentar sal ou açúcar posso acostumá-lo com esses sabores. Além de que sal contém sódio e essa substância pode trazer vários prejuízos para a saúde e o açúcar pode causar obesidade. Ele também me falou que, esses "temperos" devem ser introduzidos na alimentação só a partir dos 9 ou 12 meses. Então, até lá é possível dar sabor  as sopas ou papas salgadas com cebola, alho e temperos verdes, tudo o mais natural possível.

Outra informação útil do meu pediatra é o fato de que ele não recomenda a ingestão de alguns alimentos antes de 1 ano de idade. São eles: tomate, ovo, morango e peixe porque são alimentos com alto poder alergênico, e porque morango e tomate possuem altas quantidades de agrotóxicos. 


Hoje mesmo, assim que chegamos da consulta o Vítor mamou no peito e depois de alguns minutos eu ofereci banana amassada para ele. Eu sabia que ele não iria adorar logo de início, mas também não odiou. É um sabor completamente novo para ele, aos poucos eu sei que ele acostuma.







A noite eu e meu marido fomos jantar fora,  e o Vítor ficou na casa da minha mãe. Foi a vez dela fazer uma sopinha e oferecer para ele. Além da sopa ela também deu o suco de 1 laranja lima. A sopa ele não gostou muito, comeu umas 5 colheres, já o suco ele adorou, tomou tudo. Ollhem só as caretas:




Eu sei que a vidinha dele ainda está só começando e que surgirão outras situações como essa. Afinal, ser mãe é ter parte do seu corpo, um segundo coração,  vivendo e batendo fora do peito. O ciclo da vida é esse, e mesmo tristes são esses momentos que ficarão marcados. Ser mãe é crescer e aprender junto com nossos filhos, é aprender a ser "gente", comer, falar, sorrir, bater palmas e acima de tudo a amar incondicionalmente. O que sinto hoje é um pouco de tristeza por ele estar "crescendo" mas de felicidade por saber que a vida é assim, com todos é assim e não seria diferente comigo e com ele. Vamos crescer?

E aí mamães, vocês que já passarem por esse momento, me contem, como foi? E para as futuras mamães, gostaram das dicas? 
 Até mais

beijos

domingo, 12 de janeiro de 2014

Crise dos 6 meses, e agora?

Eu tinha sido muito bem avisada: "No começo eles só dormem",  "a medida que vão crescendo o trabalho também aumenta"... É, eles crescem mesmo rápido demais. Aquele bebezinho minúsculo que ficava quase 1 hora grudado no meu peito pois é, ele já não existe mais.

Foram 5 meses, parece que eu deitei e acordei e quando vi se passaram tantas coisas. Nesse tempo todo já criamos e mudamos várias rotinas. Ele mudou duas vezes de tamanho de fraldas e roupas. Quase fica sentado sozinho, já pega tudo que der para segurar e claro, vai tudo direto para a boca. Os dentes estão dando sinais de que querem nascer e haja mordedor e babador. 

Mas, a principal mudança é no temperamento, ele fica muito, mas muito agitado quando está com sono. Chora, se joga para trás, como se quisesse se largar do colo, e na hora da mamada é a mesma coisa. Só mama tranquilo se não estiver cansado. 

Claro que eu, e todos da família, reparamos essa mudança radical de comportamento. Confesso que não fiquei tão assustada, mas admito que o MEU comportamento também mudou. Assim como ele, também fiquei mais estressada, e com pouca paciência. Fiquei chateada por ele começar a acordar no meio da noite ( já que desde os 20 dias de vida não acordava mais) e por passar a dormir mal fiquei muito mal humorada ( 'sorry' marido, mãe, e todos que me ajudam).

Bom, isso já faz umas duas semanas, e tudo isso começou logo depois de completar 5 meses e bem no meio de uma viagem, ficamos 1 semana longe de casa. No começo pensei que ele estava estranhando estar fora. Mas, mesmo depois que voltamos, ele continuou assim. Viajamos de novo e toda essa ansiedade ainda persiste. 

Fazendo algumas pesquisas na internet, descobri que além da "crise dos 3 meses", existem várias outras "crises". Na real, esses primeiros anos de vida, são todos cheios de "altos e baixos", e não tem muito que possamos fazer, a não ser nos preparar para encarar essas crises. 

Estou tentando voltar a ser mais calma, exercitar a paciência é uma ótima atividade. Buscar informações  é um bom passo. Leia sobre essas crises, tendo conhecimento você vai poder dar uma boa resposta na hora em que  alguém quiser dar pitaco do que você deve fazer para o neném parar de chorar, ou ainda quando começarem  a surgir comentários do tipo: "não é fome?", "seu leite deve estar fraco", "só pode ser refluxo", "intolerância a lactose", "quebrante ou olho gordo", e o festival de palpites vai longe. 

De acordo com o site Bebe.com.br aqui nos primeiros 12 meses de vida, o bebê enfrenta quatro crises, aos 3 meses,  6 meses, 8 meses e 1 ano. 

Essas crises estão ligadas ao desenvolvimento das habilidades da criança. 

Já o site, Guia do Bebê aqui, diz que toda vez que o nosso bebê desenvolve uma nova habilidade, ele fica tão excitado e obcecado com a conquista que a quer praticar o tempo todo, inclusive durante o sono. Em outras palavras, um dos ‘efeitos colaterais’ desse trabalho todo que o cérebro deles está fazendo é que eles não dormem tão bem quanto o fazem em períodos que não estão trabalhando em dominar uma nova habilidade. Eles podem até resistir às rotinas já estabelecidas.

No período que imediatamente antecede o chamado salto de desenvolvimento, o bebê repentinamente pode se sentir perdido no mundo, pois seus sistemas perceptivo e cognitivo mudaram, houve uma maturidade neurológica, mas não tempo hábil para adaptação às mudanças. Então o mundo lhe parece estranho, e o resultado da ansiedade gerada é geralmente desejar voltar para sua base, ao que já lhe é conhecido, ou seja, a mamãe! Em vista disso, é comum ficarem mais carentes, precisando de mais colo, e com frequência há também alterações em seu apetite e sono.


Vou falar da qual estou passando: 

Crise dos 6 meses

Segundo o site essa é a crise da formação do triângulo familiar. Por mais que o pai tenha sido presente e ativo desde o nascimento, ele não teve uma relação tão forte com o filho. Com seis meses, o bebê, que já conhece a mãe, começa a reconhecer a figura do pai, dando início a formação do triângulo - e a crise.

Os sintomas são todos os que eu já relatei: pouco apetite, agitação e sono conturbado.

Na 23ª semana ( seis meses)  o bebê parece se tornar mais ‘difícil’. Ele busca maior contato corporal durante as brincadeiras. O bebê já consegue coordenar os movimentos dos braços e pernas com o resto do corpo. Senta sem apoio e põe objetos na boca. Nessa idade ele começa a entender que as coisas podem ficar dentro, fora, em cima, embaixo, atrás, na frente, e usa isso em suas brincadeiras. Ele passa a entender que quando a mamãe anda, ela vai se afastar e isso o assusta, então reclama quando a mãe sai de perto. Depois desse salto o bebê vai ficar interessado em explorar a casa, armários, gavetas, achar etiquetas, levantar tapetes para olhar o que tem embaixo. Ele se vira para prestar atenção nas vozes, consegue imitar alguns sons, rola bem em ambas direções e começa a se apoiar em algo para ficar de pé. Adquire maturidade para receber alimentos sólidos. Essa fase pode durar cerca de 4-5 semanas.

Então, nessas fases, é preciso apenas ter um pouco de paciência e empatia com o bebê - depois do processo de aquisição da nova habilidade (como rir, engatinhar, sentar, interagir, andar) o bebê dá um salto no desenvolvimento e demonstra felicidade com o final da ‘crise’. Ou seja, por um lado, o bebê fica feliz com a nova habilidade e independência que vem junto, e já é capaz de se afastar um pouco da mamãe. Por outro lado, sente angústias e receios com essa nova situação. Isso lhe traz sentimentos dúbios: é como uma ‘dança louca’ entre separação e apego, onde o bebê irá flutuar entre os dois por um período.

A duração de cada salto é variável, mas geralmente depois de algumas semanas a fase difícil passa e tudo volta à normalidade. Bebês e crianças precisam de cuidados amorosos, empatia e novas experiências, e não de brinquedos caros. Fale com seu bebê, cante, brinque com ele, leia para ele. São atividades chave para o desenvolvimento do cérebro. Os saltos no desenvolvimento não cessam na infância, mas continuam até a adolescência.





Com sono e muito irritado!