segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Amamentar: prova e lição de amor

De todas as experiências da maternidade, amamentar seu filho nos primeiros dias e meses de vida é a melhor de todas. É um momento de total sintonia entre mãe e filho e é muito mais do que alimentar e garantir à ele sustento e anticorpos. Quando amamenta a mãe tem uma experiência única, pois é nesse momento que os mais ternos laços entre você e  pequeno bebê são religados agora que ele  está fora da sua barriga. Amamentar é a primeira lição e prova de amor da mãe para o filho.


Como amamentar: observe o local adequado, esteja sozinha pois é um momento seu e do bebê. Se tiver com visitas peça licença. Eu só partilhei esse momento com poucos amigos em raros momentos, mesmo assim não é muito bom. 

Pensa bem, vocês passaram nove meses juntos, onde você ia ele ia junto, o que você comia ele comia, o que ouvia ele também escutava e assim por diante. O parto, natural ou cesárea, acaba sendo uma experiência um pouco traumática para o bebê.  Ele estava quentinho, encolhido e da maneira dele confortável dentro do seu ventre, e de repente - no caso da cesárea  sem aviso - é tirado desse conforto. No começo dessa relação  tudo é muito complicado e novo. A amamentação é muito difícil para a maioria das mães. E, se ela não estiver preparada e avisada provavelmente irá sofrer. Algumas mães não agüentam às pressões externas, e por serem mal orientadas acabam desistindo. 

Existem muitos mitos, e grande parte das pessoas procura desculpas quando na verdade o que faltou mesmo foi um pouco de informação e de vontade. Existem exceções, eu conheço vários casos em que o bebê acaba desenvolvendo a agora tão falada APLV- Alergia a Proteína do Leite de Vaca. Mesmo que a mãe faça dieta restritiva o bebê acaba absorvendo e não tolera nem o Leite Materno. Bom, cada caso é um caso. Não sou especialista, o que sei é resultado de várias noites de insônia em que eu devorei artigos e mais artigos, vários pontos de vista a respeito da importância do Leite Materno no desenvolvimento do bebê e tirei as minhas próprias conclusões. Ou seja, para mim NADA pode ser melhor, por isso decidi amamentar exclusivamente no peito até os 6 meses, e se conseguir até os dois anos de idade. Não julgo as mães que por algum motivo não PUDERAM amamentar. Na verdade sinto muito por elas, porque essa experiência da maternidade elas não sentirão e ela é linda. Muita gente pode não gostar, mas eu julgo sim aquelas que não QUISERAM. Já ouvi de uma mãe que amamentar dava muito "trabalho", imagina a minha vontade de jogar uma pedra na cabeça dessa mulher.

Portanto, o objetivo desse blog é contar as minhas experiências, mas acima de tudo é fazer um alerta e uma apelo para as futuras mamães: amamentem o máximo que vocês puderem, porque é lindo e muito gratificante. 

Eu já contei nesse post  aqui como foram os primeiros dias com o Vítor. Mas, agora que estamos completando dois meses já posso acrescentar mais algumas novas descobertas. 

Preparo

Ainda na gravidez eu comecei os preparativos para garantir que amamentaria meu filho. Assim como quis muito o parto natural eu sempre quis muito amamentar. Algumas pessoas não recomendam nada, mas eu tomei sol no bico do seio, esfreguei com bucha vegetal durante o banho e fazia exercícios de puxar e girar os mamilos. Além disso eu li muito, assisti vídeos e pesquisei imagens que falavam a importância de saber a pega correta. Amamentar não pode doer, mas isso vai acontecer se você não guiar o bebê a fazer isso certo. No final da postagem vou colocar os links dos sites que eu mais gostei e recomendo.

Depois do nascimento

É normal que o leite demore até uma semana para descer. A minha experiência foi diferente, pois ainda no hospital veio o colostro, e o leite mesmo logo nos primeiros dias. Como prova disso pude perceber que o Vítor ganhou peso já na primeira semana de vida, quando em geral os bebês perdem algumas gramas porque a maioria das mães não tem leite. E como isso aconteceu? Não sei explicar precisamente, mas arrisco dizer que pode ter sido o parto que foi natural, a não utilização da Ocitocina Sintética, ela inibe a produção da natural e é justamente a Ocitocina que induz a produção de leite. Além, é claro, a minha certeza de que eu iria amamentar. Força de vontade é fundamental!


Pega correta: boca bem aberta o bebê tem que "abocanhar" todo o mamilo, o queixo tem que encostar no peito e o nariz fica livre. E a boca do neném tem que ficar parecendo "boca de peixinho", exatamente como na foto


Em casa

E as rachaduras? Minha experiência com elas também não é farta. Eu sabia como era a pega correta, mas isso não quer dizer que você vai acertar logo na primeira tentativa ( aí já seria demais né?). Tive um dos mamilos rachados durante a minha primeira noite como mãe. O Vítor quis passar o tempo todo mamando e durante a madrugada acabei oferecendo meu peito da maneira errada. Na manhã seguinte as enfermeiras da maternidade logo perceberam a rachadura e fizeram um banho de luz infravermelha, que aliviou na hora. Passei o dia todo pedindo ajuda, em cada mamada chamava alguém só para conferir se a pega estava correta. Depois disso nunca mais tive problemas. Além de ficar atenta ao jeito que ele pega no peito eu também previno usando alguns cremes. As famosas conchas são aliadas importantes. Além de ajudar a aliviar as mamas que enchem demais, elas também deixam os mamilos livres e você pode passar os cremes e deixar que eles absorvam melhor. Só cuidado, porque elas vazam o leite e é comum trocar de roupa várias vezes ao dia. 

Busque informação: leia, converse com outras mães

Pedir ajuda é fundamental, seja humilde. Conversando sobre isso com outras mães  também pode ajudar. Nessa troca de informações a gente descobre que entre muitas diferenças, as vezes os bebês também são muito iguais, só mudam de casa. O hospital da minha cidade é um grande incentivador da amamentação com leite materno, e a maioria também é. Portanto, use e abuse das enfermeiras elas tem prazer em ajudar e você vai para casa mais segura. E, se ainda assim não conseguir, pode voltar lá que elas ajudam sempre, tem até um telefone para auxiliar as mães ( confira no fim do post).  Eu também entrei em um grupo de discussão no Facebook o GVA - Grupo Virtual de Amamentação - elas tem vários posts que falam tudo sobre amamentação, tirei todas as minhas dúvidas com elas. Vou postar alguns textos extraídos do grupo para dar sequência a essa post, são muito importantes!




Poltrona de amamentação: melhor aquisição que fiz para o quartinho dele, é o lugar da casa que nós mais gostamos de ficar!





Links que valem a pena serem lidos:


A pega correta

Vídeos que eu recomendo:





Telefone para tirar dúvidas quanto a amamentação em Curitibanos - SC:  49 84121158 (aceita chamadas a cobrar) 

Continuem acompanhando o blog, vou compartilhar alguns textos do grupo do Facebook! 

Obrigada e até a próxima!

Beijos




quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Produtora de vídeos procura futura mamãe em São Paulo


Oi gente, minha amiga Simone, que trabalha em uma produtora de vídeo em São Paulo está procurando futuras mamães em São Paulo, interessadas podem entrar em contato:


Olá, meu nome é Simone e estou fazendo a produção para uma série de documentários que serão exibidos no You Tube sobre acontecimentos marcantes na vida de pessoas.
Uma das histórias que nós estamos buscando é a de uma mulher grávida que more em São Paulo ou na região metropolitana e que vai ter o bebê em breve, nas próximas semanas, provavelmente de parto agendado. O objetivo é encontrar pessoas que tenham uma história interessante ou passaram por dificuldades na hora de engravidar, tiveram uma gravidez complicada ou algo inusitado. Como nós vamos registrar o parto, o material bruto documentado será entregue para ela.
Se você conhece alguém ou tem interesse em participar, por favor, entre em contato via inbox no meu facebook – www.facebook.com/simonecastro81 ou por email simonecastro81@gmail.com
Muito obrigada, bjs,
Simone Castro

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Fazendo as malas: minhas dicas do que realmente é preciso levar

Olá mamães! Estou de volta, aos poucos eu retomo a minha rotinha "pós baby em casa". No post de hoje quero contar para vocês como eu arrumei a minha mala da maternidade e o que é realmente necessário. Levando em conta como funciona a maternidade aqui da minha cidade e que o meu parto foi natural, ou seja fiquei apenas 1 noite.


O que levei na mala do baby:

6 conjutos com: body + calça + tiptop + meias      Exagero: Usei apenas 3 conjuntos, mas recomendo levar os 6 porque podem haver imprevistos

2 conjuntos de touca + luva  Usei todos e é essencial levar

6 sapatinhos  Exagero: pode ser metade disso

1 pacote de fraldas RN Essencial levar: na maternidade de nossa cidade eles não fornecem 

1 toalha de banho  Exagero: a maternidae oferece

6 panos de boca Exagero usei apenas 3

2 cobertores Essencial: mas é importante ficar atento para a época do ano em que o bebê irá nascer.

1 mamadeira e 1 chupeta - Obs.: Eu levei a mamadeira por pura inocência porque pensei "vai que acontece algo comigo" mas ela é TOTALMENTE desnecessária e NÃO deve ser levada nem usada. Sou completamente a favor de amamentar em livre demanda. Portanto é muita imaturidade levar, se você não tiver leite materno suficiente já nas primeiras horas como eu tive e se o pediatra optar por um complemente ele deve ser oferecido ao bebê em copinhos, nunca em uma mamadeira. 

Nós decidimos usar a chupeta, mesmo sabendo das posições contrárias e não nos arrependemos porque ele fica muito mais calmo! 


Malinha do Baby Vítor : BabyBag Klipling 



Separei as roupas em conjutos para facilitar na hora na troca


Antes de serem usadas as roupas do bebê devem ser lavadas com sabão neutro e passadas a ferro nos dois lados. Certifique-se que retirou e cortou todas as etiquetas. (Aliás, porque colocam tantas nas roupas dos pequenos né?) 


O que levei na minha mala

2 pijamas com abertura na frente - Essencial, mas usei apenas 1 porque passei apenas 1 noite

1 calça de moleton + blusa básica + cardigã Essencial, prefiro usar roupas do que pijama durante o dia

1 roupão Essencial, para a noite porque no inverno sempre é frio

1 roupa para sair da maternidade Essencial caprichar no look e nas fotos para a saída da maternidade né! :)

6 calcinhas de cintura alta e de leve compressão Essencial, não levei as tradicionais cintas de compressão, deixei para usá-las em casa. Mas para usar com os absorventes não há nada melhor

Necesserie com produtos de higiene e maquiagem - Essencial, essencial essencial!!!! Você acabou de ter um bebê não está doente, cuidar da aparência faz parte do show! 

*Absorventes íntimos pós-parto
*Absorventes ou conchas para os seios

• Máquina fotográfica e pilhas extras 

• Filmadora e carregador de bateria, se tiver 

• Livros e revistas 

• Lembrancinhas e enfeite de porta, se tiver preparado esses itens com antecedência. Se não, não se preocupe, eles não são essenciais. 

• Lista com os telefones das pessoas a serem avisadas do nascimento



Atenção: Além da mala, na hora de sair de casa há outros itens que você deve se lembrar de pegar. Faça uma lista e deixe bem visível para verificar, na pressa de sair, se não esqueceu nada: 

• carteirinha do plano de saúde 

• cartão de pré-natal ou carta do médico com informações do pré-natal 

• documentos pessoais. 




Produtinhos indispensáveis


Kit básico de sobrevicência 




Look que escolhi para sair da maternidade


Por hoje é isso meninas, espero ter ajudado se você está arrumando as suas malas!


Beijos


Minhas dicas de leitura

Vida Materna

Baby Center




quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A Maternidade e suas descobertas: nasceu uma mãe

Estamos bem perto de completar 1 mês da mais completa alegria e felicidade de nossas vidas. No próximo sábado (31) o pequeno baby Vítor vai ganhar a sua primeira festinha para comemorarmos o seu "mês-aniversário". Nós só temos motivos para festejar, enquanto muita gente reclama dos primeiros dias com um pequeno bebê em casa, a nossa vida tem sido recheada de muitas alegrias e descobertas. 

Sabe aquela história que toda grávida ouve durante a gestação: "durma e descanse agora, porque nunca mais você irá dormir como antes"??? Então, é a mais pura verdade. Mas, se vocês estão esperando que eu vá me queixar de noites sem dormir, estão enganados. Eu nunca, NUNCA MESMO, dormi tão bem na minha vida. Já na gravidez meu sono era tranquilo - era incomodada apenas pelas muitas idas ao banheiro. O que acontece,  é que agora eu fico tão cansada que quando encosto a cabeça no travesseiro eu praticamente desmaio e caio em um sono calmo e profundo. Produzir quase 1 litro de leite por dia consome mais de 900 calorias, amamentar a cada três horas e trocar fraldas entre as mamadas são afazeres que podem não parecer mas cansam. 


A dica é: aproveite os momentos em que o neném dorme e descanse, além da noite toda de sono, durmo de manhã depois da primeira mamada do dia.  Nosso baby dorme por volta das 23:30 e acorda as 7h da manhã do dia seguinte. Consegui tirar a mamada da madrugada com 3 semanas de vida, seguindo as dicas do livro - Crianças francesas não fazem manha - e nem precisei deixar ele chorando, simplesmente enganei ele com a chupeta umas três noites e agora ele nem acorda mais. 

Portanto, descansada eu consigo  manter a calma e a tranquilidade pra enfrentar a rotina diária de cuidado e carinho que ele merece e precisa. Aliás, eu descobri no meu "eu-mãe" uma pessoa tão zen que nunca pude imaginar. Está aí mais uma grande e deliciosa descoberta, eu posso me manter calma mesmo quando um pequeno bebê chora desesperadamente. Claro que bebês choram, e isso é absolutamente normal. Ele tem poucas crises de cólicas, e para elas existem remédios. As vezes eu me sentia culpada por usa-los, até que em uma das consultas nosso pediatra explicou que antes eles  do que deixar meu filho sentindo dor. Afinal, se você tem dor de cabeça o que faz? Corre tomar um remedinho, com eles não pode ser diferente. Usando as doses corretas prescritas pelo pediatra e obedecendo o tempo adequado entre elas não há problema. Dê remédio sem culpa quando for realmente necessário. 

Apesar das inúmeras posições contrárias decidimos oferecer a chupeta para ele, sei que pode não ser a opção mais correta mas procuro compensar oferecendo leite materno em livre demanda.

Por enquanto todas as nossas escolhas tem dado certo, nas consultas de rotina com o pediatra ele sempre se manteve muito bem e desde o retorno de 1 semana ele vem ganhando peso. Sabe-se que é normal que os bebês percam algumas gramas logo depois do nascimento. O Vítor nasceu pesando 3,130 kg e saiu da maternidade com 2,990 kg e uma semana depois estava com 3,240 kg. Agora, com quase 1 mês de vida ele está pesando 4,080 kg, ganhou quase 40g por dia enquanto a média é 35g. 







Esse é o resultado de uma boa amamentação  por conseqüência de um cuidado especial meu - dieta saudável, alimentos sem muitos condimentos, nada de frituras, café, leite e derivados e chocolate. Além de ter o parto natural eu também sempre sonhei em amamentar com leite materno, em livre demanda e exclusividade. Não demos nenhum tipo de complemento e vamos continuar nos esforçando para não precisar. 


Amamentar é tudo de bom, e assim como foi para o parto, eu me preparei e muito para conseguir alimentar o meu filho,  desde a gestação. Fiz direitinho tudo que me falaram, tomei sol nos mamilos, passei cremes e esfreguei com bucha no banho. Tomo muita água durante o dia todo, e continuo cuidando para que o bico do seio não tenha rachaduras. Resultado: não sinto e NUNCA senti dor ao amamentar. Eu li muito sobre qual é a pega correta e aproveitei a boa vontade das enfermeiras da maternidade para que elas me ensinassem a maneira certa. Mesmo tendo passado apenas um dia lá, em cada mamada eu chamava alguém para me ajudar. 

E assim é a maternidade, cheia de novas descobertas a cada  dia. De repente, você que nunca na vida sonhou em cuidar de uma criança, se pega pensando que ninguém troca a fralda do seu filho melhor que você, nem mesmo a sua mãe que fez isso duas vezes na vida porque cuidou de você e do seu irmão. Descobre que é melhor dar banho depois da mamada porque o bebê fica mais tranquilo bem alimentado.  E também que, comprar babadores evita que você tenha que trocar toda a roupa depois de dar de mamar porque bebês pequenos vomitam com freqüência. E que, o melhor reflexo seu já visto será enxergado nos olhos do seu filho olhando pra você quase hipnotizado enquanto em seus braços ele mama e depois adormece. 

"Quando nasce um bebê nasce também uma mãe e uma nova família", quando você pensa que não é mais possível haver mais amor dentro de você, descobre também que a maternidade é uma linda história de amor que, se Deus permitir, vai durar uma vida inteira.


sábado, 10 de agosto de 2013

Enfim, o baby chegou!

Oi gente, voltei! 

Nos primeiros dias depois da chegada do baby  tudo que a gente mais quer é ficar perto dele, sentir o cheirinho e se pudesse respirava o mesmo ar. Mas, agora que já se passaram 10 dias posso dizer que já me adaptei a nova rotina e quero contar para vocês como foi a "nossa hora". 

Não poderia ter sido mais perfeita e linda. Saí da sala de parto me sentindo mais mulher, mais forte quase uma leoa. Foram apenas 4 horas, quase um recorde em se tratando de primeiro parto. Chegamos na maternidade às 4h da madrugada e às 8:13 (exatamente) ele nasceu. Quando eu soube que seria mãe eu tinha certeza que o parto  seria normal. Para concretizar esse sonho eu me preparei, física e psicologicamente. Considero-me a prova de que todo o esforço vale muito a pena e que a força do pensamento positivo é poderosa. 

Em pelo menos duas das quatro horas, eu senti muitas dores, cólicas fortes em surtos que vem e passam. Quando cheguei na maternidade estava com 3cm de dilatação e em uma hora e meia já estava com quase 7cm. Não aguentei e pedi a analgesia. Fiquei  duas horas sob efeito dela até que a tão esperada hora chegasse. Com a analgesia eu sentia apenas as contrações e foi reconfortante sentir o alívio proporcionado, pude descansar pra me preparar pelo que vinha pela frente.

Quando atingimos os 10 cm ele já estava querendo nascer, e comecei a sentir as dores do Vítor pressionando para sair. Aí meu povo, não tem analgesia que resolva, eu senti sim muitas dores e fiz muita força por quase 20 minutos. Na sala pré-parto foram 15 minutos fazendo força até ele "coroar". Quando me levaram para a sala de parto faltava pouco, e em 10 minutos ele nasceu. Interessante lembrar de todos os detalhes, mas eu fiquei de olho no relógio o tempo todo e se vocês querem saber eu achei que foi tudo muito rápido. 

Dessa experiência eu posso dizer que ter um filho por um parto natural é a coisa mais linda que pode  acontecer na vida de uma mulher. É a prova maior de que de frágil nosso sexo não tem nada. Não trocaria essa experiência por nenhuma outra "certeza" de que na cesárea tudo daria certo e seria rápido. 

A tranquilidade e o apoio do meu querido e amado marido e também da minha mãe foram fundamentais para ter dado tudo certo. Ao meu lado estavam as melhores pessoas, a segurança e firmeza da minha médica e de toda a sua equipe também foi muito importante. Sabe, "na dor e no amor" é que se conhece verdadeiramente o temperamento das pessoas, e todo mundo foi tão paciente comigo, me senti confortável, bem cuidada, acolhida. Em nenhum momento tive medo de algo não dar certo, a cada passo o bebê e eu éramos   monitorados, comprovando o comprometimento e a qualidade do serviço prestado pelo hospital da minha cidade. (Obrigada a todos)



"O parto é como uma ponte. Alguém pode te levar até a entrada e te pegar na saída, mas é apenas você e o seu bebê que vão, juntos, atravessá-la".



Tranquilidade é a chave para tudo dar certo. Comecei a sentir as dores por volta da meia-noite. Dormi e acordei as 3h da madrugada com as dores um pouco mais fortes, tomei banho e me arrumei (passei até uma base e um blush). Meu marido também tomou banho e  fez a barba antes de irmos pra maternidade. E antes, claro, registramos o momento em que saímos de casa.


No segundo seguinte que ele nasceu já veio aos meus braços, nós dois cansados porém muito felizes por termos enfim nos encontrado sem a intervenção de ninguém, apenas usando a força do amor!


Uma hora depois do parto - já tinha tomado banho ( cara de cansada) depois de ter passado a madrugada em claro


Amamentar: momento único e muito especial


Desncansando após algumas visitas


Ocitocina Sintética: "eu não usei"

No auge do trabalho de parto a minha médica fala: "ele tá vindo, e eu nem usei a Ocitocina" e eu já morta de cansaço de tanto fazer força disse: "então aplica". Por sorte minha, nem foi preciso, ele nasceu sem a ajuda do hormônio sintético, apenas com o poder do nosso hormônio do amor. E porque estou falando sobre isso? Pouca gente sabe o que é , pois eu vou tentar explicar: 

A ocitocina é um hormônio presente no corpo do homem e da mulher, popularmente conhecido como hormônio do amor.

A  ocitocina (sintética) é, comumente,  utilizada para induzir o parto nas mulheres com mais de 41 semanas de gestação.

Função da ocitocina

A função da ocitocina é estreitar o vínculo afetivo entre mãe e filho, além disso, é o hormônio que faz com que o útero contraia no final da gravidez para que o bebê nasça.

A ocitocina é chamada de hormônio do amor pois está intimamente ligada à sensação de prazer e de bem estar físico e emocional, e à sensação de segurança e de fidelidade entre o casal.

Os defensores do parto humanizado condenam o uso indiscriminado da ocitocina sintética para acelerar o trabalho de parto. Como vocês sabem eu pesquisei muito a respeito de tudo, e em vários casos li que o  hormônio sintético pode causar hemorragia pós parto e outros problemas, como bloquear a liberação do hormônio natural o que pode afetar o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê. Bom, em muitos casos é questão de opiniões diferentes. Eu queria o parto natural, e não me importaria se tivesse que usar ou não o hormônio. Mas, o fato de não ter sido necessário é mais uma prova de que com amor verdadeiro TUDO É POSSÍVEL. 

Recuperação

Não foi por causa dela que eu optei pelo parto natural, mas com certeza é um ponto a ser levado em conta. Uma hora depois do parto eu tomei banho sozinha e duas horas depois já estava amamentando meu filho pela primeira vez, e com muito leite. Mais uma vez a prova de como o hormônio do amor funciona!!! No dia seguinte ganhamos alta e pudemos voltar para casa e descansar, uma maravilha! 

Gente, prometo atualizar o blog, só não sei com que frequência vou conseguir. Obrigada pelas mensagens de carinho e apoio.

Beijos e até a próxima!!!!







quinta-feira, 18 de julho de 2013

Agora sim, "tá chegando" mesmo! E como administrar a ansiedade?!?!?

Existe isso? Tem algum jeito de ficar menos ansiosa agora nessa reta final? Quem vos escreve é a pessoa mais ansiosa que existe nesse mundo.  E qual grávida que - se  já não é - se transforma em uma pura "pilha de nervos"??? 

Até os meus 25 anos eu sempre me considerei uma pessoa normal em relação a ansiedade, quando um sério problema no meu couro cabeludo denunciou que na verdade eu sofria desse mal há anos e nem sabia. Durante muito tempo tentei curar a psoríase com remédios variados e os shampoos mais bizarros e nada. Até que, além dessa "alergia" na cabeça desenvolvi um problema intestinal horrível que se associado ao leite de vaca causam um efeito colateral pra lá de desagradável. 

Enfim, há um certo tempo eu administro a minha ansiedade com remédios, ora alopáticos, ora naturais. E assim venho vivendo...Descobri que a atividade física é um santo e natural terapeuta. Encontrei na corrida o alívio para o stress e descarga da minha ansiedade.  As aulas de ballet me deram mais tranquilidade e força. Voltar a me equilibrar na sapatilha de ponta foi uma enorme ajuda nesse exercício diário de superação de limites. Estava indo bem, voltei a dormir melhor até que descobri a gravidez. Por conta do baby que está a caminho suspendi as corridas e o ballet,  fiquei apenas com as caminhadas, exercício e alongamentos em casa e na academia. 

Nesses 9 meses eu me redescobri e o melhor de tudo, aprendi a domar o medo e a ansiedade sem remédios, só com o poder da minha mente. Certa vez eu li que o nosso maior inimigo é a nossa própria cabeça. Se permitirmos, ela toma conta das nossas vidas nos fazendo reféns, e presos aos medos e inseguranças deixamos de crescer e evoluir. Com a ajuda de algumas técnicas de meditação e autocontrole eu passei a "domar" os pensamentos mais perturbadores e me tornar uma pessoa mais tranquila. 

O que posso dizer e compartilhar com vocês é que, não é fácil.  Estou longe do ideal de pessoa desprendida e 100% zen. Mas, o poder do pensamento é muito forte. Há quem chame esse poder de fé, e até pode ser. E cada vez mais eu acredito nisso. Eu tenho fé, em Deus, na natureza, na ciência, nos médicos, na vida e principalmente em mim mesma. 

Esse milagre da vida que ainda está dentro de mim, esse pedacinho de gente que ainda pula e suspira em meu ventre nem suspeita, mas já me ajudou muito. Com ele eu cresci como ser humano, me torno mais mulher e mais forte a cada dia. A experiência da maternidade nos ensina muita coisa, a ter mais confiança, esperança, força e claro paciência. E o melhor de tudo é um exercício totalmente autodidata, não existe manual, receita ou fórmula que te ensine a ser mãe. E nessa "brincadeira" de gente grande é que aprendemos de fato a amar e sermos amadas, e que incondicional e especial mesmo é sentir esse segundo coração dentro de nós!!!!


"As aulas de ballet me deram mais tranquilidade e força. Voltar a me equilibrar na sapatilha de ponta foi uma enorme ajuda nesse exercício diário de superação de limites. "

domingo, 14 de julho de 2013

Minha escolha pelo parto natural

O fato é: estar grávida é tudo de bom. Que se danem os quilos a mais, as estrias porque receber tanto carinho e perceber que as pessoas se preocupam com você e seu bebê é demais. Nem que seja aquela perguntinha básica: "agora tá quase né?",  a gente se sente cuidada e amparada. Todo mundo celebra a vida e de repente a gente se torna o "centro do mundo", nem que sejam por apenas 9 meses. Eu recebo muitos elogios o que elevam muito a  minha auto-estima e me deixam ainda mais confiante de que eu estou no caminho certo.

Realmente agora falta pouco, estamos no meio da 36.a semana e a partir do dia 22 de julho qualquer hora é hora do Vítor chegar. Já devo ter contato aqui, mas vou repetir. Estou me preparando física e  mentalmente para que a chegada dele seja de forma natural. E esta escolha, ainda assusta muita gente. Quase todo mundo diz: "você vai ter coragem?".  E eu respondo: "Sim, eu vou!".

Aliás, não consigo entender o por quê de tanto espanto. Antes de ser mãe eu fantasiava a ideia de um parto humanizado, em casa ou em uma maternidade mais acolhedora, talvez na água ou de cócoras. E mesmo depois de descobrir a gravidez continuei sonhando com isso. Infelizmente na minha cidade TODO mundo têm seus bebês no hospital, que não tem parto humanizado, e o parto é deitado. E ter meu bebê em outra cidade está fora de cogitação. Mas, isso não me fez desistir, se não for humanizado, pelo menos será natural. 

Também não compreendo e fico realmente decepcionada quando pessoas muito bem informadas, viajadas, ditas "cultas" e de elite dizem que: "parto normal não é normal" ou que é "coisa de índio". Sim, ouvi isso de várias pessoas, e algumas delas da classe da saúde. Dá pra acreditar?

Cada uma faz a escolha em que se sentir mais segura, eu me sinto segura tentando essa opção, e por favor me respeitem!!!

Outra unanimidade é: "no parto normal a recuperação é mais rápida". Sim, de fato é, mas não é por isso que o escolhi como primeira opção. Eu acredito na beleza de ser mãe, e mesmo que algumas pessoas que já passaram por essa experiência me digam: "tire essa ideia romântica da cabeça" eu não deixo de acreditar que trazer um filho ao mundo por você mesma é a coisa mais linda que Deus e a Natureza já criaram.  

Você passa 9 meses gerando uma vida, que de semente se transforma em um ser humano completo, ele se mexe dentro de você, soluça, muda seu corpo e sua cabeça e na hora de ele vir ao mundo outra pessoa tira ele de dentro de você? Como assim? Não, ele é MEU filho, eu o esperei, foram  as minhas energias, medos, alegrias e dores que ele sentiu. Passamos todo esse tempo juntos, dois em um, e juntos vamos dar um jeito de nos conhecermos. 

É minha primeira grande obrigação de MÃE, para quem já sacrificou muito o que custa mais esse passo? Nesses 9 meses cada movimento meu, cada suspiro, cada pensamento foi direcionada para ele. Todas as nossas preocupações foram com ele e agora está chegando o momento de nos conhecermos cara-a-cara e,  se chegamos até aqui um ajudando o outro, eu tenho certeza que na NOSSA hora vamos dar um jeito de juntos passarmos por isso. 

Quero explicar aqui que não sou contra a cesárea, eu a respeito como uma técnica cirúrgica criada para salvar vidas. No caso de um parto natural não evoluir, ou se a mãe nem entrar em trabalho de parto e já ter passado o tempo certo do bebê nascer ela deve ser feita para preservar a vida dos dois. O que eu não concordo é a maneira como ela é feita no Brasil. Nos hospitais públicos brasileiros 56% dos partos são cirúrgicos enquanto nos particulares chega a 80%, dados do próprio Ministério da Saúde. E se apenas 10% dos partos são considerados de risco, podemos notar que algo esta errado. 

Criou-se um mito em relação ao parto natural. E até a mídia foi culpada por isso. Quando as novelas mostram cenas de mães gritando e sofrendo durante partos normais ou morrendo por causa de complicações, fez com que muitas mulheres ficassem com medo. Elas acabam optando por agendar a cirurgia e se sentindo mais seguras assim. 

Outro ponto, e este eu considero mais crucial, é o fato de que a maioria dos médicos tem cada vez mais induzido ao parto marcado. Todo mundo sabe que uma cesárea pode ser feita em 20 minutos, e que um parto natural pode levar até 24 horas. Então façam uma conta comigo: se você pode ganhar em 20 minutos o mesmo que ganha em 1 dia, qual a opção que você escolheria? 

Para as pessoas que dizem que parto natural é coisa de "índio" eu tenho um dado muito interessante.  Nos Estados Unidos - onde a população indígena foi dizimada primeiro pela colonização inglesa e depois pela Guerra Civil- 90% dos partos são feitos de forma natural e custam aproximadamente 25 mil dólares. O custo é alto devido ao nível tecnológico dos equipamentos utilizados e nível técnico dos profissionais. Ou seja, lá eles investem e muito na modernização do parto natural. 

No Brasil podemos não ter tantos equipamentos, mas temos iniciativas muito bem sucedidas. É notório que temos muitos problemas na nossa saúde pública. Muitos hospitais atendem pacientes em condições precárias, faltam leitos, remédios e até médicos. Mas, não podemos concluir que por causa disso um parto cesárea seja mais seguro que um natural, como muita gente ainda pensa. Se for assim, concordem comigo ou não, eu acredito muito mais arriscado fazer uma cirurgia do que tentar um parto normal. 

Por sorte o hospital da minha cidade é bem preparado para qualquer uma das duas opções. Tenho total confiança, principalmente na equipe médica que estará comigo. Conto com o apoio de todos para que meu parto seja natural. A minha ginecologista me apoia e incentiva e o melhor de tudo me deixa muito segura. Desde a primeira consulta do pré-natal conversamos sobre isso, e eu sinto nela o apoio que preciso. Eu optei por um parto natural com analgesia se for preciso. Mas, deixei todas as possibilidades em aberto, eu prefiro não usar a anestesia, mas conversando com o anestesista descobri que o uso dela pode colaborar para um bom ritmo e facilitar o trabalho de parto. 

Enfim, não há desculpas. Estamos preparados e mesmo com muita ansiedade  vamos esperar o tempo certo. E o tempo certo será quando o Vítor se sentir seguro para vir ao mundo. Converso muito com ele, e apesar de querer ver o seu rostinho e pegá-lo no colo eu digo: "venha quando quiser meu Anjo, quando estiver pronto, a mamãe está te esperando"...