quinta-feira, 30 de julho de 2015

Para meu filho ler quando crescer: Carta de 2 anos de vida!

Nunca mais escrevi, faltou tempo, ânimo, assunto (isso tive vários) mas enfim, nesse tempo todo simplesmente achei que não estava preparada para voltar a escrever. Mas, promessa é promessa, e eu jurei a mim mesma escrever uma carta todos os anos, e aqui estou. 

Para meu filho amado, pelos seus 2 anos de vida…

Oi amorzinho! Mais um ano se passou, e pouco antes de abrir o computador para escrever estava pensando que há dois anos eu estava recebendo uma reconfortante massagem nos pés. Enquanto essa cena visitava a minha memória, ouvia seus gritinhos de alegria, você estava brincando com o papai, correndo todo eufórico pela casa. 
Filho amado, escrevi na carta de 1 ano o quanto você foi esperado e desejado e o quanto a sua chegada melhorou as nossas vidas. Nessa, eu gostaria de relatar como foi o seu segundo ano de vida. Vou começar relembrando a sua festa de 1 ano. Diferente da maioria optamos por não fazer nada muito grandioso, o que não deixou de ser muito especial. Para poder reunir quem é realmente importante em nossas vidas, fizemos tudo lá na cidade que mora a vovó Fúlvia, e os irmãos do papai, Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Como a vózinha está doente, a viagem para cá seria muito cansativa para ela, portanto montamos uma "operação Vítor 1 ano", fizemos tudo aqui em Curitibanos e levamos para lá. Foi bem divertido, a vovó Sirley, a mamãe e a mana fizeram docinhos, a tia Angela e a Bisa os salgadinhos, nós fomos um dia antes na sexta dia 1.o e elas no sábado, dia da festa. Foi uma aventura, a mamãe decidiu que queria uma parede de balões azuis, e alugou um compressor de ar para encher os mais de 200 balões, todos ajudaram, a Carol, o tio Luis e o tio Casso e a tia Cris. Enquanto a vovó Sirley cuidava de você com a tia Rose. Deixamos quase tudo pronto na sexta-feira a noite. No sábado a tia Angela, a bisa e a tia Dani chegaram perto do meio-dia, fomos almoçar no shopping, e em seguida fomos arrumar o restante da festa. O dia foi muito especial, recebemos nossos amigos, e familiares, você adorou, eram poucas pessoas e nada lhe causou muita estranheza. O mais divertido foi empurrar as cadeiras, você fez isso por muito tempo. Naquela noite, dormiu sem tomar banho, de tão cansado que ficou. Espero que conhecendo essa história possamos te ensinar o que realmente importa nessa vida: que é a sua família. Fazemos tudo uns pelos outros, atrevessamos 4 Estados (não posso esquecer que o titi Daniel e a tia Marcinha também fizeram um esforço enorme para estar lá com você), acordamos de madrugada, nos sacrificamos para poder estar juntos. Tudo isso porque o amor que todos nós sentimos por você e uns pelos outros é enorme, do tamanho do Universo. Guarde isso com você sempre: o amor que a sua família sente é único, especial e deve sempre ser valorizado e preservado.







Logo depois disso embarcamos para uma viagem, uma espécie de "mini-férias". Você viajou pela segunda-vez na sua vida de avião. Fomos visitar uma cidade maravilhosa, e estar perto de pessoas muito especiais. E com essa lembrança gostaria de lhe dizer uma segunda coisa que você deve saber e guardar para a sua vida: faça amigos sinceros. Cultive boas amizades, escolha bem com quem repartir bons e maus momentos da sua vida. Amigos verdadeiros são dádivas, presentes. São a família que nós nos permitimos escolher. Vale muito a pena ter amigos, assim como seus pais têm. 

Voltamos para Curitibanos e cerca de um mês depois começamos a mudança para a casa nova. Foi uma época bem complicada, tudo estava meio bagunçado, mas aos poucos fomos ajeitando as coisas. Você estava crescendo e mudando rapidamente, a cada dia uma nova descoberta. Na semana que o papai completou 50 anos você enfim deu seus primeiros passos sozinho, parecia um pinguim, era muito engraçadinho. Saiu andando assim, e logo ficou mais firme, não caiu nenhuma vez, não demorou muito já estava correndo por toda a casa, como você faz, aliás, estava até agora pouco fazendo. 




Nesse seu segundo ano de vida, foram inúmeras as suas conquistas e nítido o seu desenvolvimento. Aprendeu a usar o Ipad sozinho, hoje em dia você escolhe seus vídeos no YouTube ou no PlayKids. Segura o lápis de cor sozinho e pinta seus desenhos, brinca com seus carrinhos, e na areia, e descobrimos um de seus maiores prazeres: andar de bicicleta com o papai. Fica todo animado e feliz quando colocamos o capacete em você, o que é um mistério já que detesta usar boné ou chapéu.



Também sabemos do que você não gosta: piscina definitivamente não é algo que curta muito. Só quando o papai está junto. Achamos que você não gostava da água gelada, mas tentamos te levar na aquecida e não foi muito diferente. Você também não gosta de assistir aos programas de adultos na televisão, de beterraba e, para alegria da mamãe, de Danoninho.

Meu filho amado, muitas coisas boas e outras nem tão boas assim aconteceram nesse seu segundo ano de vida. Só pra você saber o seu País não anda muito bem, estamos bem chateados com o atual Governo, por todos os lados sentimos os reflexos da crise econômica. Por conta disso todos aqui passamos a reduzir custos. E tentamos até economizar nas suas fraldas, afinal todo mundo precisa colaborar não é? Experimentamos uma marca bem mais barata, mas não deu muito certo, na verdade foi horrível, você ficou todo assado, um pecado. Por fim, decidimos que economizaríamos em outra coisa mas as fraldas continuariam as mesmas. Então, deixo para você mais uma importante lição: dinheiro é bom, mas não é tudo. Temos que aprender a nos adaptar a ele, e não ao contrário. Não podemos ficar escravos do dinheiro, senão nunca seremos felizes. Não precisamos de muito para viver felizes, com saúde e conforto. Já disse isso para você no ano passado: o que é importante de se cultivar na vida, são os bons sentimentos, amor, amizade, lealdade. 

Todos os dias eu agradeço a Deus a oportunidade de ser sua mãe. Estou aprendendo a ser uma pessoa melhor por você. Nem sempre consigo, as vezes eu brigo, já gritei com você algumas vezes e isso não é algo do qual me orgulho. Sempre que der eu quero conversar contigo, porque acredito que a nossa relação precisa ser de cumplicidade, afinal nós nascemos juntos. No dia 31 de julho de 2013, nasceu você meu filho lindo, e também nasceu a Dayana mãe. Nunca poderia imaginar como eu seria sem que você tivesse nascido e me feito aprender como é ser mãe. Confesso que ainda não sei, e acho que mesmo quando  você for homem feito ainda não saberei, de todo modo, desculpe-me pelas minhas falhas, saiba que as intenções são as melhores possíveis. A cada passo dado, cada não que é dito, cada tentativa, as vezes frustrada, de fazer cereal  e iogurte caseiro, eu estou colocando todo meu amor, carinho e atenção. Desejo, do fundo do meu coração ouvir você me chamar de mãe um dia, estou aqui aguardando o seu tempo, a sua vontade. Foi assim para você chegar lembra? Eu dizia quando ainda estava na minha barriga: "você tem o seu tempo, venha quando estiver preparado". Então, quero muito que você consiga se expressar, e enquanto ainda não consegue, eu também farei isso por você, dizendo com todo meu coração, to indo lá no seu quarto assim que acabar de escrever esse texto. Vou susurrar bem perto do seu ouvido, baixo para não te acordar, mas alto o suficiente para tocar direto no seu coração: "Filho, amo você mais que tudo, mais que a mim mesma, seja feliz, seja forte, que Deus te abençoe e proteja sempre. Te amo".






sexta-feira, 15 de maio de 2015

Meu filho não fala, e agora?!


Olá mamis, escrevi este post há uns 3 meses. Não postei porque na época meu computador estava mal configurado e eu não conseguia editar acentos. Mas, agora corrigi... Enfim, muita coisa aconteceu desde então, e no final está uma atualização! 

A primeira palavra que uma criança geralmente fala é mãe, ou alguma relacionada. Mamãe, papai, vovó, au au, enfim. Quando a mamae/blogueira/jornalista/neurotica/  aqui ja estava super preocupada a respeito dele ainda não falar, afinal já está  com 1 ano e 9 meses,  eis que ele "desembuchou". Até agora  tudo que saiu foram apenas monossílabos como, Ma, Aaaah, Gaaah, MammmMammmMaaam, Vvvvv, Muuuu, Uuuu, Aaaum (acompanhado de um dedo indicador fazendo sinal de negação). Ele sabe diferenciar todos os animais da fazenda e da floresta, reconhe algumas cores, distingue os brinquedos, carro, bonecos, etc, só que não fala uma palavra sequer. Bem,não  falava.
Há dois dias ele pronunciou "água" bem devagar, e ainda arrastando o aaaaa. Nós estavamos no carro, e não havia nenhum contexto, perguntei se ele queria água e ele não respondeu, não era sede, deduzi. Ele estava apenas testanto o som dessa palavra. Em momentos isolados dos dias seguintes eu percebi ele falando novamente. Mas hoje, aliás agora pouco ele falou água  e apontou para o chuveiro, que já estava ligado esperando aquecer para ele tomar banho, e mais uma vez depois que o pai dele perguntou o que ele queria por na banheira ele disse "água" pela segunda vez. 


Atualização! 

Enfim, como disse lá no começo, escrevi esse texto quando o Vítor estava com 1 ano e 9 meses. Eis que, depois desse dia ele NÃO VOLTOU A FALAR!  Parece até "bruxaria", mas depois de falar várias vezes água ele simplesmente não disse mais nada. Nesse meio tempo ele pegou um resfriado e fomos ao pediatra. Desde que ele fez 1 ano conversamos sobre o fato dele "não falar". E o médico sempre me tranquilizou explicando que era normal. Mas, sabe como é né? Mesmo não querendo, mesmo lendo pilhas de textos na internet, participando de Fóruns com outras mães, várias dúvidas e inseguranças acabam surgindo. Por algum tempo fiquei super aflita! Li alguns textos sobre crianças autistas e já estava diagnosticando ele com o transtorno. Minha mãe é professora na APAE, e por alguns momentos ficou em dúvida também. Mas, a preocupação maior não era só pelo fato dele apresentar alguma síndrome, o que para mim não mudaria em nada o amor, mas sim o fato de não estar dando a ele a atenção ou tratamento adequados. Combinamos com o pediatra aguardar um pouco mais, íamos esperar que completasse 2 anos para então tomarmos uma "atitude". E assim foi feito. Marquei uma consulta de rotina, verificamos peso, altura e, como sempre, o desenvolvimento dele é perfeito. Então, o pediatra solicitou alguns exames e avaliação com uma fonoaudióloga. E lá fomos nós. Tentamos fazer os exames, seria o teste da Orelhinha e mais um exame que verifica a audição. Não conseguimos porque a criança tem que ficar parada, e como ele já tem 2 anos não deixou. Combinamos de tentar fazer com ele dormindo. Mas, já fizemos uma avaliação. E, pela entrevista com a fono, a princípio, ela constata que o problema não é auditivo, e sim comportamental. Segundo ela, o Vítor desenvolveu outra forma de se comunicar com a gente. Ele usa gestos, nos puxa pela mão, aponta as coisas que quer, e as vezes chora até conseguir.    Começaremos hoje as sessões de terapia, e vamos todos juntos ajudá-lo a superar isso e desenvolver a fala. Estou confiante e acredito que logo logo vou ouvir um "mamãe", porque mãma mãma de vez em quando já sai. 

Torçam por nós! 




Beijos! 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Do meu filho cuido eu!

Quem nunca ouviu uma mãe falar isso, levanta a mão! Bom, eu mesma, se não falei já pensei assim. Só que nos dias de hoje, com todo esse acesso a informação é impossível não termos que ouvir (ler) diversos relatos e suas opiniões sobre  como estamos criando nossos filhos. Eu sigo, tanto no Facebook e Instagram, diversos outros blogs maternos, e na maioria deles eu me identifico, porque no fundo, mesmo sendo tão diferentes somos muito iguais. Somos todas mães, algumas de primeira, outras de segunda ou mais viagens, querendo dar o nosso melhor. Claro, sempre existem as exageras, as perfeitas, mas a moda agora é ser modesta. Fazer o tipo "sei que não sou a melhor mãe, mas eu me esforço ao máximo", sim e quem não se esforça? 

Bom, não sou nenhuma blogueira famosa, e possivelmente não serei, porque não me esforço para que isso acontece, meu blog não é hospedado em nenhum domínio .com e não quero fazer disso meu "negócio". Escrevo e compartilho as bobagens que eu penso porque sou jornalista por formação, escrever e obervar estão na minha veia. Então, vamos lá, ao assunto que me motivou a escrever esse post. E você que tem paciência para a ler as minhas bobagens, obrigada pelo clic. 

Do meu filho cuido eu: sim, é responsabilidade minha educá-lo. Mas, por favor amigas mães, se esforcem mais para não criarem pequenos idiotas. E sério, infelizmente tenho visto muito "mini-idiotas" por aí. Não, isso não é nenhum conselho, nem uma espécie de "manual para não ter filhos idiotas", até porque, quem sou eu? Acabei de entrar nessa de mãe, faz só dois anos e pouco que penso nesse assunto, então que experiência eu tenho para falar? De fato quase nenhuma, mas como disse antes, nasci com esse dom observador, e acreditem ou não, ficou bem mais apurado depois da maternidade. Se eu trabalhasse em algum jornal, daria trabalho e iria incomodar muita gente com esse meu "faro mais apurado". Mas, como agora a única coisa que eu "reporto" são coisas de "mãe"vamos a um fato que tem me deixado bem intrigada. 

Há vários dias estamos frequentando a piscina do clube aqui na cidade, e sempre existe aquele garoto, ou garota, (não estou falando de ninguém especificamente, isso não é uma indireta ou direta para nenhuma mãe) que não consegue estabelecer uma maneira tranquila de brincar com as demais crianças. Não sou espeialista em psicologia infantil, e não quero aqui analisar o comportamento de nenhuma criança. Mas, essa pergunta fica martelando na minha cabeça: "por que algumas crianças tem dificuldade em brincar? Por que elas não conseguem dividir seus brinquedos? Por que elas não conversam com as outras crianças? Por que? Por que? Por que? Bom, apesar de tantas duvidas, eu sei a resposta. Porque eles são crianças, estão apenas no começo dessa caminhada. Elas não sabem das coisas, porque não viveram elas. Pode ser que hoje ela não saiba dividir ou se comunicar, mas ao ver as outras crianças ela aprenda. Portanto, as vezes nós adultos tachamos e rotulamos os pequenos como "egoístas" ou como "maldosos" porque essa ou aquela criança veio até o seu filho e arrancou o brinquedo dele, e o fez chorar. 

O comportamento da criança é esperado e eu aceito porque a culpa não é dele, as crianças são assim e ponto. Elas não sabem lidar muito bem com as emoções que sentem, porque é tudo novo. O que me incomoda nesses casos em que o filho as vezes é agressivo com outras crianças é o comportamento dos pais diante de tal fato. A boa educação está, quando os pais estão observando o comportamento do filho e ali, no momento em que o fato desagradável acontece ele é repreendido. Não defendo, em hipótese nenhuma, que a criança seja humilhada na frente de estranhos, mas da melhor maneira possível, com tato e sensibilidade a mãe ou o pai, ou seja lá quem estiver com ela, precisa dizer que o seu comportamento foi errado. 

Por isso, para não criarmos pequenos idiotas, nós não podemos ser idiotas. Ir para a piscina com o filho, independente da idade que ele tiver, nem sempre é só uma atividade de lazer. É um momento de socialização, eu também quero conversar com as minhas amigas, tomar sol e tentar, mesmo que inutilmente, ficar com as pernas bronzeadas. Ir na piscina, numa festa ou na casa dos seus amigos que têm filhos, são momentos de mostrar que você tem feito um bom trabalho como mãe. 

O papel dos pais nesses casos, vai muito além de evitar que o filho se afogue na piscina. É o de garantir que ele não seja o "menino chato" que tira o brinquedo de todo mundo e não sabe brincar com os outros, nem que você tenha que ficar ao lado dele o tempo todo, dizendo nem que seja mil vezes, que ele não pode fazer isso. 

Para quem acredita que a criança tem que aprender por si mesma a se defender, superar seus medos e traumas eu digo: eu também acho isso. A mãe ou o pai não tem que ser "xerife" ficar dando ordens ou repreendendo a criança alheia. Ou ainda, sufocar o filho, impedindo que ele não sofra.  Cada um tem que cuidar do seu próprio filho. Por isso esse trabalho de conversar sobre o que se deve ou não fazer começa em casa. 

Bom, não é para ser um conselho, é apenas uma observação. Não sei se comigo vai dar certo, mas já vi casos em que criar os filhos com esse cuidado deu. Como já falei sou uma observadora, tenho várias amigas que criaram seus filhos assim, e hoje são crianças maravilhosas, me espelho nelas. 

Eu vou tentar, e você?

Se gostou do texto, compartilhe ou comente. Se não gosto comente mesmo assim.

Obrigada

Beijos e até a próxima!


O importante, nessa caminhada de "ser mãe" é garantir que o sorriso nunca saia do rosto do nossos filhos. E quando isso acontecer, nada melhor que um colo e um abraço, mesmo quando eles não estiverem certos, mesmo quando eles falharem, devemos estender os braços e mostrar para eles que o amor supera tudo. Hoje, por serem muito pequenos, eles podem não entender porque fazemos isso, mas no futuro, quando forem homens de valor e respeito, saberão. 


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Alô Mundo! eu estou aqui viu?

Olá pessoal, faz tempo que não escrevo né? Finalmente estou experimentando aquela máxima que todas as mães sempre dizem: "não tenho tido tempo para nada". Isso que eu não trabalho fora, tenho empregada que cuida da casa, minha mãe que é também minha vizinha, se apossou na minha cesta de roupas sujas, e ainda faz a comida nossa e do baby.  Quem vê pode até dizer que eu "reclamo"de boca cheia. Mas, o fato é que esse comentário, não vem com tom de queixa. É mesmo mais um desabafo. Porque ficar em casa cuidando de uma criança cansa muito mais do que as pessoas imaginam. Fora isso, recém me mudei e ainda tem muitas coisas a ser postas no lugar. Pilhas de livros que precisam ir para as  devidas prateleiras, fotos que estão há uns 6 meses esperando serem colados em seus álbuns, e paredes que esperam ansiosamente os seus quadros. Além das mil e uma ideias que fervilham em minha mente querendo virar assuntos para o blog. Sem contar nos livros que estão esperando para serem lidos, todos devidamente baixados no meu Kindle...

Sério, nos primeiros meses depois do nascimento do Vítor a minha rotina pouco havia mudado. Eu conseguia fazer quase tudo que sempre fazia, enquanto o bebê dormia. E sabe aquilo que todos falam sempre? Sobre descansar enquanto o bebê dorme? Eu fazia muito isso, mas agora não dá mais. Nos poucos momentos que ele dorme eu corro arrumar alguma coisa, e quando ele acorda eu estou exausta. Bom, sempre tem alguém pra ajudar, a vovó, o vovô, a mana, a bisa, a tia, e o pai quando está em casa. Mas, na maior parte do tempo, é comigo mesmo.

Sem contar no meu cabelo...Sério, não tem jeito dele ficar ajeitado. Consigo ir ao salão uma vez por semana e esse é o dia que eu realmente me sinto "bonita", unhas feitas, cabelo escovado...Voltei para as minhas atividades esportivas, ballet e tênis, e isso tem me ajudado muito a "desligar". Depois de quase 10 anos voltei também para as aulas de  alemão e piano, reativei meu teclado e tenho praticado quase todos os dias, as vezes tocando "a quatro mãos". 

Isso tudo me fez parar para pensar e refletir que, por mais corrida e difícil que seja a vida de mãe, temos que nos esforçar e fazer atividades que nos dêem prazer. A prioridade sempre será o meu filho, mas como tenho ajuda eu vou cuidar de mim, tentar ficar a cada dia mais linda para mim, para ele e meu marido. Vou estudar e aprender coisas novas para sempre evoluir como pessoa e espírito. O grande lance dessa brincadeira toda é ser feliz. Eu busco a minha felicidade fazendo coisas que eu gosto, mesclando os afazeres e junto com isso me aperfeiçoando. Ninguém é perfeito, e a gente erra. Mas, de tudo que acontece e de todas as experiências, viver é a melhor delas. 

Alô Mundo, eu to aqui viu!

Beijos pessoas! 

Voltem sempre!

Prometo que vou escrever mais, assim vcs não enjoam de mim!

Obrigada por ler! Deixa um comentário no post!

Fui!




quinta-feira, 31 de julho de 2014

Carta para meu filho ler quando crescer: 1 ano de vida

A ideia não é nada original, vou copiar de uma amiga que também é jornalista e que eu admiro muito. A cada aniversário, vou escrever uma carta para meu filho contando para ele como tem sido nossas vidas depois da sua chegada. Irei imprimir e colocar em um envelope, e guardar na "caixa de memórias" dele.

Com amor e carinho para o meu baby Vítor

Olá meu amorzinho, há exatamente 1 ano você chegou para alegrar as nossas vidas. Mas, antes de contar como foi esse dia, quero te contar um pouco sobre os nove meses que você passou dentro de mim e alguns anos antes. Desde o primeiro momento você foi planejado e sonhado. Queríamos muito que a nossa família aumentasse. O papai já tinha a Mari, mas a mamãe ainda não tinha ninguém. Então, depois de muito tempo vivendo juntos, depois de várias viagens e de conhecer vários lugares do Mundo, e depois de alguns sustos nós decidimos: queremos um bebê. Para você entender o que foram esses "sustos" vamos ter que voltar alguns anos atrás. Há três anos, descobrimos que a vovó Fúlvia, a pessoa mais doce que existe nesse Mundo, está doente. Ficamos muito tristes com a notícia, mas quero que você saiba que mesmo que talvez você não se lembre dela, você trouxe muita alegria, e no ano em que  nasceu, tivemos várias Vítor(ias). Dois anos depois o vovô Vilmar, a pessoa mais bondosa que existe nesse Mundo, nos deu um grande susto, ficou vários dias no hospital e quase teve que fazer uma cirurgia muito complicada. Ele teve a chance da cura e hoje está muito bem. Bom, esses foram os principais motivos que nos fizeram pensar: "ter um bebê é renovar a vida e as esperanças". Por isso decidimos que queríamos você. Para dar mais ânimo e preencher nossos corações com um amor puro e sincero. E também para que seus avós pudessem ter em você uma razão a mais para lutar pela vida. 

E foi bem isso que aconteceu. Desde o momento em que contamos para todos que você "estava a caminho" entramos em um estado de extrema alegria, uma mistura louca de sentimentos: felicidade, ansiedade, amor, medo, mudanças. Enfim, começamos a nos preparar para a sua chegada. Decidimos mudar de apartamento, e fazer uma casa bem bonita para que você tivesse bastante espaço para brincar, correr, pular, ter cachorros e fazer tudo que um menino arteiro e saudável pode fazer. ( Hoje, 31 de julho de 2014, ela ainda não está totalmente pronta, mas nos mudamos em breve).



Depois de nove meses cuidando de você dentro de mim, enfim você chegou às 8:13 do dia 31 de julho de 2013. Depois de quatro horas em trabalho de parto, você nasceu no dia e na hora que escolheu, e nós juntos atravessamos a ponte do nascimento. Eu aqui fora e você lá dentro, confirmando que  a natureza humana, criada por Deus, é mesmo perfeita. Peguei você e o aqueci em meu corpo para que sentisse de perto todo meu amor e que mesmo não estando mais juntos em carne, estaremos ligados  para sempre. Sussurei no seu ouvido "seja bem vindo" e rezei em silêncio, agradecendo a Deus por ter me dado a chance de ser sua mãe. 

Depois que chegamos em casa a "ficha caiu" e dia após dia nós fomos nos conhecendo melhor. Você tinha fome e sono, quase não chorava. Nos três primeiros meses de vida você foi o que nós chamamos de Anjo. Calmo, doce amável, sorridente desde o primeiro dia, forte e saudável. Você dormia as noites inteiras, não teve cólicas, você foi um bebê que não deu nenhum tipo de trabalho. Sério, a mamãe até pensava "será que isso é normal?". E a medida que crescia ficava mais esperto, ciente do Mundo a sua volta, e seguia ganhando peso e encantando a todos com seus olhos azuis acinzentados. Com cinco meses e meio, voltamos da consulta de rotina com o pediatra preocupados, você não ganhou peso. Tivemos que iniciar a introdução alimentar duas semanas antes do ideal. Descobrimos que você tinha fome, comeu uma banana inteira, e bebeu todo o suco de uma laranja lima, e tudo que nós te oferecemos. Comida feita com amor e carinho, temperada com cebola e alho, sem sal, sem gordura, e você não deixava nada no prato. Com 8 meses você não quis mais mamar no peito, estava satisfeito com as comidas e simplesmente não quis mais. Aí a mamãe sofreu um pouco, queria que você mamasse, pelo menos até 1 ano, tentei de tudo mas não deu. Superado isso,  você segue, a cada dia maior.



Filho, nesse 1 ano de vida seria impossível não admitir: "você mudou nossas vidas". Mas, isso é redundante, afinal seria impossível se não tivesse sido assim. Acho que a expressão que melhor combina com a sua chegada é: "você melhorou as nossas vidas". Depois de você nunca mais seremos os mesmos, nós aprendemos muito. Eu hoje sou mais paciente, controlo mais a minha ira, ainda não cheguei na perfeição, mas estou a cada dia mais centrada e ponderada, ou seja eu também cresci. (Vou pedir para o papai também escrever, mas ele está sempre muito ocupado e no tempo que sobra ele fica com você). 

Vítor, todo mundo ama você loucamente, a mamãe, o papai, a mana Mari, seus avós, seus tios, primos, a bisa e as tias avós Angela e Daniela! Enfim, você tem sido um presente. Chegou trazendo seu cheirinho bom, e o cheirinho não tão bom, fazendo xixi no tapete do banheiro, na calça jeans do papai, vomitando na roupa da vovó e da mamãe. Você ama brincar com as fontes de água la na casa da bisa, com a Lilica na casa da vovó, e a Betty não desgruda de você la na casa da mana, isso você herdou de nós: é carinhoso e gosta dos animais. 

Você é o melhor despertador do mundo, quando abro a porta do quarto você me vê e faz a maior festa com aquele sorriso lindo e bem humorado, alegra todo o meu dia. E olha, a sua mãe é a pessoa mais preguiçosa para acordar cedo que existe no Mundo. Vítor você é a realização de um sonho. Você existe  para nos mostrar a cada dia que o mais importante é a vida, o amor e a família. Sim, a sua família não é muito convencional, mas os tempos hoje são outros. 

Quando você ler essa carta, e tiver capacidade de entender tudo, estará vivendo em uma época completamente diferente da nossa. Mas espero, do fundo do meu coração, poder estar contigo. Se eu não estiver nunca esqueça o quanto nós te amamos, e que é isso o que realmente vale a pena. Desejamos que você seja feliz, seja um homem bom e honesto, igual seus avós e o seu pai. Alguém digno de ser chamado de amigo, alguém em quem se possa confiar, que honre seus compromissos e palavra. Alguém que respeite as pessoas, livre de preconceitos, que ame os animais e a natureza.  Esses são os valores que nós acreditamos, a maior riqueza de uma pessoa não e a soma de dinheiro que ela possui em uma conta bancária, mas é a soma de coisas que ela tem na vida que dinheiro nenhum pode comprar, e você saberá quais são, nós iremos te ensinar. 

Parabéns pelo seu primeiro ano de vida. 


Beijos, com todo amor da sua mamãe!




quinta-feira, 17 de julho de 2014

Minhas dicas para a higiene de bebês

Olá mamães e gravidinhas. 

A dica de hoje é: como fazer a higiene de bebês. Logo que comecei a pesquisar os detalhes da decoração do quarto e me deparei com várias imagens de "kit higiene" assim:


E me perguntava: "por que uma garrafa térmica?". Então, conversando com amigas já mamães, com o médico pediatra e com a ajuda da Internet eu descobri. Quanto menos química utiilzarmos em nossos pequenos, mais a saúde deles agradece. Vocês sabem que eu sempre "pendo" mais para o lado natural. Usar água morna com algodão para a troca de fraldas dos bebês é a uma medida mais econômica, e além do bolso o meio ambiente também agradece. O algodão é biodegradável, já o lenço umedecido não. Então, existem fraldas descartáveis feitas com materiais biodegradáveis também, mas o custo ainda é muito alto, e usar fraldas de pano, nem pensar, imagina o trabalho. Por isso, vamos poupar a nossa natureza? E o bumbum dos bebês também?

A pele dos bebês, principalmente dos recém nascidos é mesmo frágil como parece. Por isso, evite usar produtos com muito perfume, na hora da troca limpe com o algodão embebido na água morna e depois lave com sabonete neutro, ou próprio para bebe, sem álcool. 

Depois que introduzimos a alimentação complementar, o aspecto das fezes muda e muito. E as trocas de fralda ficam, podemos dizer, mais difíceis. Então, depois dos 6 meses, passei a usar mais o lenço umedecido para tirar o excesso e limpo com o algodão. Opte por produtos sem perfume, a chance de alergias diminui. 


Kit higiene do Vítor: Eu mesclei entre os produtos da Natura, que tem o melhor perfume já inventado para bebês (uso no banho). E os produtos da Mustela, uma marca francesa muito famosa, toda elaborada sem parabenos. Particularmente, a qualidade da Mustela é incomparável. O creme para assaduras é o melhor que existe, na minha opinião. Tentei usar os tradicionais o que eu achei: 
-Hipoglos: não suporto o cheiro e a textura é muito grossa, difícil de sair. 
-Bepantol: bom, mas não acho que proteja o suficiente, tem boa textura é mais leve. 
-Weleda: muito bom, mas o Mustela ainda é o melhor. 

Meninas e meninos requerem cuidados diferentes nessa hora e também no banho. Converse com seu pediatra. Mas, aqui vão algumas dicas:


Menina: Os pais não podem ter medo de fazer a higiene da garota: tão importante quanto higienizar a parte externa da vulva é limpar também dentro dos grandes lábios. "Como o órgão da menina é interno, é mais fácil ter fezes escondidas", comenta Reibscheid. "Se os detritos se acumularem, pode ocorrer um processo inflamatório que resulta na fusão dos grandes lábios devido a uma fibrose", conclui o especialista. O processo é reversível, mas pode muito bem ser evitado. É comum que as meninas tenham a chamada pseudomenstruação, ou seja, soltem um pouco de sangue, não se assuste. Elas também podem ter um corrimento amarelo clarinho.

Para fazer essa higiene da forma correta, utilize água e sabonete neutro, e passe um algodão umedecido em toda a região. Não introduza uma haste flexível na vagina da menina, isso pode até romper seu hímen. Se preferir usar esse instrumento, limite-o apenas a região da vulva e dos grandes lábios. Não é indicado usar sabonete íntimo, que normalmente só é recomendado a partir dos 8 a 10 anos, sob orientação do pediatra


Menino: Ao contrário dos adultos, os bebês tem uma pele que reveste a ponta do pênis. "A grande maioria dos meninos nasce com a glande coberta pelo prepúcio", explica o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da Sociedade Brasileira de Pediatria e da MBA Pediatria. Ela não pode ser movida na hora de lavar, o que na verdade torna essa higienização até mais simples. "A tendência normal é que quase todos apresentem uma exposição da glande no máximo até os 12 anos, mas normalmente enquanto ainda são pequenos", finaliza o especialista. O pediatra normalmente acompanha a evolução dessa pele, para ver quando ela se soltará.

Quando a glande finalmente se tornar exposta, é preciso ter um cuidado maior na sua higienização. "Tenta-se uma pequena abertura do prepúcio, sem forçar e, se houver secreção no local, retirá-la passando levemente um pano ou algodão embebido em água ou óleo neutro", descreve Sylvio Renan. 

Informações: Site Minha Vida 

O inverno chegou, como evitar gripes e resfriados nos bebês?

Não é preciso muito anúncio. Quando ele resolve chegar, vem com tudo. O inverno, aqui na região Sul do País, costuma ser muito rigoroso. Por isso, é imprescindível tomar cuidados especiais com bebês e crianças, para não passar os meses todos de frio, a base de remédios. Essas dicas valem também para as gravidinhas: todo cuidado é pouco. Apesar de gravidez não ser doença, evitar alguns hábitos são a melhor opção para garantir a sua saúde e também do bebê. 

Quando você tem um bebê, ou criança, 'prevenção'  deve ser a palavra de ordem. Por isso, nos meses de inverno você terá que adaptar à sua rotina alguns novos hábitos. As pessoas associam o frio ao resfriado ou gripe, em partes ele pode ser o causador de ambas as doenças. Mas, o que geralmente acontece, é que no frio as pessoas deixam os ambientes mais fechados, e a falta de circula ção do ar faz com que os vírus circulem com mais frequência. Outro fator a ser considerado é: bebês e crianças são realmente sensíveis e ainda não tiveram tanto tempo para desenvolverem a sua imunidade. Pense bem, você tem 30 anos, ou mais, e ao longo de toda essa vida já esteve em vários lugares, conheceu pessoas, cidades, países diferentes. Ou seja, teve contato com milhares de vírus, e seu organismo já pode se considerar acostumado com isso. Agora, imagine um bebê recém nascido, bom ele não teve nenhum contato, nem com outras pessoas, ele é "novo" nessa coisa doida chamada de Mundo. Portanto você precisa ir com calma. Sinceramente eu sou completamente contra sair de casa,  ir ao shopping, igrejas, restaurantes e afins com bebês menores de 3 meses. Não é frescura, é cuidado. Eles terão muito tempo de vida para passearem com os pais e amigos. Enfim, para os pequenos, a melhor maneira de evitar doenças, é evitando o contato.

Mas, o post é para falar sobre gripe e como evitá-la. Então, anote aí as minhas dicas: 

(na verdade não são propriamente "minhas dicas" é uma mistura de dica de vó, bisa, tia, amiga e pediatra, além de uma pesquisada na nossa melhor amiga a 'internet') 




- Evite levar seu filho a locais fechados e com aglomerações, como shoppings e buffets;


- Estimule as crianças a lavar as mãos várias vezes ao dia. Elas são a principal forma de contágio;

- Aplique soro fisiológico no nariz de seu filho pelo menos 4 vezes ao dia para evitar o ressecamento da mucosa ou o “entupimento” nasal;


- Ofereça bastante líquido às crianças para que elas fiquem hidratadas e possam enfrentar o tempo seco com mais facilidade;


- Mantenha a casa sempre limpa e arejada; 


- Se for usar um umidificador, fique atenta e monitore-o para ter certeza de que o local não está ficando, ao contrário do que se quer, úmido demais, favorecendo a proliferação de fungos. 

No período em que  a criança estiver gripada, algumas atitudes podem melhorar os sintomas. Essas ações também são aconselháveis para os alérgicos.


- Limpe a casa com pano úmido e aspirador de pó diariamente. As vassouras levantam poeira;


- Troque as roupas de cama da criança duas vezes por semana; 


- Retire tapetes, carpetes e bichos de pelúcia do quarto de seu filho;


- Não entulhe coisas em estantes, para evitar o acúmulo de poeira;
-Vacine contra a gripe - aqui em casa a vacina e todos esses cuidados tem nos ajudado. Por enquanto 11 meses de vida e 0 gripes ou resfriados. 

E aí? Quais são as suas dicas?



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