quinta-feira, 13 de março de 2014

Dentinhos nascendo, e agora?

E agora mamãe? Agora se prepara porque eles vão ficar muito irritados. Eu já falei para vocês nesse post aqui que até completar 1 ano de idade eles passam por várias fases e crises. Bom, a fase em que os dentes começam a nascer pode durar TODO ESSE TEMPO. Ou seja, muito tempo ( ha ha ha).

Gente, parece piada mas não é. Desde os 4 meses o Vítor começou a colocar a mão TODA na boca, a morder  enlouquecidamente os seus brinquedos, tem mais ou menos uns 10 tipos de mordedor. Aí, sempre tem alguém que diz: "logo vão nascer os dentinhos", e esse logo não chega nunca. Bom, parece que não chega, mas espere que chega. Mesmo querendo que ele, óbvio, não seja um desdentado a vida toda, você vai sofrer quando essa hora chegar. 

Todo mundo também diz: "eles ficam agitadinhos quando os dentes começam a nascer". E eu digo: essas pessoas são generosas. Porque eles não ficam só agitadinhos, eles ficam muito, muito e muuuito estressados, chatos e nitidamente com dor. 

Eu fui a primeira a ver que o dentinho estava vindo para fora. E foi uma surpresa porque até então ele não dava sinais de agito, dor, nem a gengiva ficou inchada como o pediatra falou que ficaria. Simplesmente, da noite para o dia ele estava lá, como se fosse um grão de arroz. 

                                imagem do Google 


Estávamos no banco traseiro do carro do papai, resolvemos passar um pedaço da tarde os três, vistoriando e trabalhando algumas obras em um momento "trabalho em família. Foi quando, entre uma e outra visita, depois de comer uma banana ele me dá aquele sorriso "Colgate" e eu vejo: um pontinho branco bem no meio da gengiva inferior. E a partir desse dia, já faz duas semanas, ele tem ficado muito irritado com freqüência. 


O que fazer? Bom, desde que nasceu faço a higiene bucal dele com gaze e água morna, tudo para evitar desde já as temíveis "cáries de mamadeira" (assunto para outro post). Agora, com os "dentes" eu uso uma escova de silicone que encaixa no meu dedo indicador, passo ela com um pouco de bicarbonato de sódio diluído em água morna. Alivia a dor (foi o que me disseram) e limpa. 

Existem algumas pomadas e cremes, meu marido que é pai de segunda viagem vive falando desse tal creme, parece que chama "Nene Dente",  (dizem que é super antigo, alguém conhece e já usou?) nunca usei, não sei como é, mas se ele continuar com dor eu  vou comprar. 

E o jeito é esperar, e como sempre exercitar a paciência, 

Viajar com bebê, pode? Pode sim, e é muito bom!


Oi amigas, to sumida né? Faz quase dois meses que não publico nada. Além da rotina com o pequeno, outros afazeres tomaram meu tempo. Estou estudando muito, além de algumas viagens, mas enfim, o Carnaval passou e e hora de voltar a rotina. 

Quero compartilhar com vocês como foi a nossa primeira viagem de férias com o baby. No último post eu contei para voces que tivemos que iniciar a alimentação complementar do Vítor 15 dias antes do previsto. E esse fato "atrapalhou" um pouco os meus planos. Marcamos a viagem para a última semana de janeiro, minha ideia inicial era,  assim que voltássemos, começar com a introdução alimentar. Eu já havia tudo programado, mas tivemos que mudar os planos. 

Para minha sorte, fomos viajar para a casa de amigos, com toda a estrutura e conforto para que eu pudesse oferecer comida  e frutas frescas. Confesso que essa foi e sempre será a minha maior preocupação quando formos viajar. 

Como moramos no interior precisamos viajar em média 300 km até o aeroporto mais próximo. Então, temos que sair de casa com a sacola térmica preparada. Segui conselhos de amigas e deu tudo certo. Cheguei a comprar os potinhos de papinha pronta, e apenas em raras ocasiões eu ofereci. 

Para não fazer o pequeno sofrer um bom planejamento é fundamental então lá vão as minhas dicas:

-Horário do Vôo:  é o mais importante quando a viagem for para algum lugar mais distante. Se for uma viagem curta de no maximo duas horas, vale a pena pesquisar horários, para que não sejam os mesmos em que você costuma servir as refeições para as crianças. É muito melhor você dar uma fruta, ou a sopinha, no carro do que no avião. E quem é mãe sabe, quando eles tem fome não aguentam esperar. 

-Alimentação: como eu já falei uma boa sacola térmica é fundamental. Se você for ficar em hotel, eu sugiro levar as papinhas congelas em embalagens próprias ou potes plásticos ( cuida para serem livres de BPA) em todo lugar que você for, sempre terá um microondas para aquecer a sopinha. E fruta é fácil né, só deixar no frigobar do hotel, ou pegar no café da manha. 


No avião fez muita festa, e segue a dica: durante a decolagem e aterrisagem é essencial dar mama (peito ou mamadeira, se for o caso) 


No carro é sempre assim, dormindo em quase todo o tempo. Lembrem-se: cinto de segurança sempre afivelado. 



Quando viaja de avião tem duas opções: ou despacha o carrinho junto com as malas na hora do check-in ou vai com ele até a porta do avião e os comissários despacham para você. No destino, ou eles lhe entregam na saída da aeronave ou na esteira, junto com as malas. 


-O que levar: 

Carrinho de bebe: eu particularmente gosto de levar o carrinho do Vítor. Ele não é dos mais leves e práticos, mas está longe de ser um trambolho. Para nós funciona super bem quando vamos passear em shopping ou jantar e almoçar fora. Se ele ficar cansado e com sono é só baixar o banco que ele dorme, onde quer que esteja. 

Esse é o nosso carrinho, como falei não é dos menores, mas também não é dos maiores, eu super indico.

Banheira inflável: super útil, praticamente não ocupa lugar na mala, e além de servir para o banho (lógico) também pode ser uma mini piscina, se você for viajar para uma praia, por exemplo. 

Brinquedo: faça uma pequena malinha dos principais brinquedos que ele gosta, vão distrair e muito ele.

Roupas: faça a conta de quantos dias vocês vão ficar fora, e faça a média de 3 trocas de roupa por dia ( 1 pijama, 1 roupa para o dia e 1 roupa se forem jantar fora). Além de vários panos de boca, e a toalha de banho. Dependendo da idade, eles ainda têm a pele muito sensível e toalha de banho de hotel é sempre dura demais. Não esqueça de filtro solar, boné ou chapéu. No Rio compramos uma camiseta de manga longa com proteção UV ( a da foto acima) achei muito interessante e protege mais quando eles estão na agua. 

Fraldas:  depende a idade, se já come ou não, no nosso caso, 6 fraldas por dia foram suficientes. Mas, eu não levei, comprei lá. E sugiro que todo mundo faça isso, fralda ocupa muito lugar na mala. Não pesa nada, mas ocupa. Se for viagem de dois a três dias vale a pena levar, como ficamos quase 10 dias fora valia a pena comprar um pacote pequeno. 

Berço portátil: minha mãe comprou um desses berços para deixar na casa dela e para usarmos quando formos viajar. Na viagem do Rio não quis levar, optei pelo carrinho, e quando vamos para o RS ele dorme em um colchão no chão, fora isso ficamos em Hotel que sempre tem berços. Ou seja, até agora nunca saiu da casa da minha mãe.

Remédios: Eu falei para o  nosso pediatra que iríamos viajar, e ele me "prescreveu" alguns remédios para eu levar por segurança. Nossa viagem foi um tipo de "private cruse" por Angra dos Reis e ficamos várias horas viajando em alto mar, longe de tudo e todos. Então eu sugiro que você avise para aonde estão indo, quantos dias vão ficar e ele te diz se é necessário e o que levar.

Segurança: Quando a viagem for de carro, é essencial levar a criança no bebê conforto, ou cadeirinha, com o cinto de segurança sempre preso. 

No mais, é isso. Além da viagem para o Rio, já fomos três vezes até Porto Alegre (440 km) e duas até Florianópolis (300 km)  e uma vez para Canoinhas (150 km) e ele sempre se comporta muito bem, dorme na maior do tempo, não enjoa, e se diverte com os brinquedos quando está acordado. 

Gente, espero ter ajudado. Espero que quando forem arrumar as malas lembrem das minhas dicas, e aproveitem muito porque viajar é tudo de bom, e com filhos é melhor ainda.

Muita gente fala que ter filhos só atrapalha os planos de viagem, isso é bobagem. Dá pra ir para qualquer lugar do mundo (quase todos, não iria para a India com uma criança de menos de 3 anos) mas, dá pra aproveitar muito, é só se programar, ser organizado e "desencanado" que dá certo. Depois que temos nossos babys, ficar longe deles parece e é imposssível. E quer coisa mais gostosa do que uma viagem em família? Vamos acostumar o Vítor desde pequeno com o "pé na estrada" afinal, conhecer o Mundo, essa é a herança que eu quero deixar para ele.

Apertem os cintos, e boa viagem!








quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Quando e como oferecer alimentos para seu bebê?

Acabamos de chegar da consulta de rotina com o pediatra, e as notícias não são animadoras. Na real eu estou me sentindo péssima, arrasada. O meu pequeno praticamente não ganhou peso no último mês, o que me deixou bem abalada. Ele explicou que isso é normal, que o ganho de peso não é igual para todos os bebês e que o importante é avaliar todo o desenvolvimento da criança. Ele cresceu 2 cm e está a cada dia mais esperto. Não sei se vocês me entendem, mas o que eu senti foi uma sensação de ter fracassado, o fato dele não ter ganho tanto peso foi culpa minha. E também que esse novo passo o liberta um pouco de mim, a partir de agora ele não depende só da mamãe para a sobrevivência, foi muita informação para um único dia.

Então, em razão desse pequeno empecilho vamos antecipar em 15 dias o início da complementação da alimentação dele. O indicado é esperar o bebê completar 6 meses para iniciar a introdução de alimentos na dieta dos pequenos. Atenção mamães, cada caso deve ser avaliado por um pediatra, se ele não disser nada é bom esperar eles completarem os 6 meses de vida.

Como eu sabia que esse momento estava perto e como boa mãe e jornalista comecei a pesquisar como e o que ofertar.  Não sei com as outras mães, mas me bateu uma insegurança em relação a essa nova fase. Buscar orientação profissional é fundamental, sempre irão surgir palpites das avós, tias, amigas que já tiveram filhos. As pessoas têm sempre as melhores intenções, todo mundo quer ajudar, mas nem sempre sabem do que estão falando.

Por isso, conversei com a nutricionista Alessandra Gaboardi. Ela é especialista em nutrição infantil, tem propriedade para falar sobre o tema, ela sempre dá ótimas dicas e receitas. Confiram a entrevista:


 Completado os 6 meses, é hora de iniciar a introdução alimentar na dieta dos bebês, e agora?

Alessandra Gaboardi - A partir dos seis meses a introdução da alimentação complementar é uma fase de transição para a criança. As mães devem estar bem orientadas por um profissional de saúde (nutricionista/pediatra) para evitar desnutrição ou obesidade. Esses alimentos transicionais têm como objetivo o reconhecimento de novos sabores pela criança.

Eles são oferecidos, inicialmente, na forma de papas, passando para pequenos pedaços e, a partir do nono mês, pode-se passar para a consistência dos alimentos consumidos pela família. Essas alterações de consistência devem ser graduais para se adequarem à maturação da criança.

Vale lembrar que a alimentação da família deve ser equilibrada nutricionalmente para garantir uma boa nutrição também à criança. Hábitos como o consumo de frituras, farinhas refinadas, sucos artificiais e refrigerantes devem ser evitados.

O que devemos oferecer primeiro? Chás? Sucos? Quais?

Alessandra - Aos seis meses pode-se iniciar com a ingestão de frutas sob a forma de papas oferecidas em colher, inicialmente, uma vez ao dia, depois, pela manhã e à tarde, seguida pela mamada. O tipo de fruta precisa respeitar a cultura regional, custo, estação do ano e presença de fibras. Nenhuma fruta é contraindicada, exceto quando houver intolerância ou alergia.

Em minha pratica clínica observo que as frutas bem toleradas para as papas são: mamão, banana, pera, maçã, abacate, ameixa e manga. Os sucos devem ser naturais e frescos e oferecidos em volume de 30ml/dia para não comprometer a ingestão de alimentos de densidade nutricional maior e não predispor à obesidade.

É importante também lembrar que as frutas devem ser oferecidas sem adição de açúcar, assim como os sucos.

A partir dos seis meses, recomenda-se a introdução inicial de cereais à base de arroz, que são livres de glúten, possuem menor teor de sódios e menor poder alergênico.  Neste período, já é possível introduzir os demais tipos de cereais (milho, macarrão, batata, aipim), incluindo preparações compostas, por exemplo, de arroz + feijão ou macarrão + carne. Lembrando que os cereais devem ser oferecidos em quantidade apropriada para auxiliar no fornecimento de carboidratos como fonte de energia e não em excesso para um futuro desenvolvimento de obesidade. A introdução de cereais não deve acontecer antes dos quatro meses de vida.

A primeira refeição de sal deve ser oferecida no horário do almoço ou do jantar, como convier à família. Os alimentos devem ser oferecidos gradativamente, sendo que, para concluir que a criança não gosta de determinado alimento, este deve ser oferecido de oito a dez vezes em dias diferentes.

As papas salgadas devem ser preparadas com as seguintes proporções: três partes de cereais ou tubérculos + uma parte de  leguminosas +  um parte de proteína animal + uma parte de  hortaliças.

Cereais e tubérculos: arroz, milho, macarrão, batata, aipim

Leguminosas: feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja

Proteína animal: carne bovina magra, frango, ovos, peixe, carne suína, vísceras

Hortaliças: legumes e verduras

A alimentação complementar varia de acordo com a idade da criança. O OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda:

6 a 8 meses: 2 a 3 refeições/dia

9 a 24 meses: 3 a 4 refeições/dia

Após 12 meses: lanches adicionais.

Além da dra. Alessandra o meu pediatra também nos orientou sobre a alimentação do Vítor. Segundo ele não é preciso, e os pais NÃO devem adicionar sal nem açúcar. E eu perguntei o por quê disso. Ele explicou que o paladar do bebê está sendo formado, e que se eu acrescentar sal ou açúcar posso acostumá-lo com esses sabores. Além de que sal contém sódio e essa substância pode trazer vários prejuízos para a saúde e o açúcar pode causar obesidade. Ele também me falou que, esses "temperos" devem ser introduzidos na alimentação só a partir dos 9 ou 12 meses. Então, até lá é possível dar sabor  as sopas ou papas salgadas com cebola, alho e temperos verdes, tudo o mais natural possível.

Outra informação útil do meu pediatra é o fato de que ele não recomenda a ingestão de alguns alimentos antes de 1 ano de idade. São eles: tomate, ovo, morango e peixe porque são alimentos com alto poder alergênico, e porque morango e tomate possuem altas quantidades de agrotóxicos. 


Hoje mesmo, assim que chegamos da consulta o Vítor mamou no peito e depois de alguns minutos eu ofereci banana amassada para ele. Eu sabia que ele não iria adorar logo de início, mas também não odiou. É um sabor completamente novo para ele, aos poucos eu sei que ele acostuma.







A noite eu e meu marido fomos jantar fora,  e o Vítor ficou na casa da minha mãe. Foi a vez dela fazer uma sopinha e oferecer para ele. Além da sopa ela também deu o suco de 1 laranja lima. A sopa ele não gostou muito, comeu umas 5 colheres, já o suco ele adorou, tomou tudo. Ollhem só as caretas:




Eu sei que a vidinha dele ainda está só começando e que surgirão outras situações como essa. Afinal, ser mãe é ter parte do seu corpo, um segundo coração,  vivendo e batendo fora do peito. O ciclo da vida é esse, e mesmo tristes são esses momentos que ficarão marcados. Ser mãe é crescer e aprender junto com nossos filhos, é aprender a ser "gente", comer, falar, sorrir, bater palmas e acima de tudo a amar incondicionalmente. O que sinto hoje é um pouco de tristeza por ele estar "crescendo" mas de felicidade por saber que a vida é assim, com todos é assim e não seria diferente comigo e com ele. Vamos crescer?

E aí mamães, vocês que já passarem por esse momento, me contem, como foi? E para as futuras mamães, gostaram das dicas? 
 Até mais

beijos

domingo, 12 de janeiro de 2014

Crise dos 6 meses, e agora?

Eu tinha sido muito bem avisada: "No começo eles só dormem",  "a medida que vão crescendo o trabalho também aumenta"... É, eles crescem mesmo rápido demais. Aquele bebezinho minúsculo que ficava quase 1 hora grudado no meu peito pois é, ele já não existe mais.

Foram 5 meses, parece que eu deitei e acordei e quando vi se passaram tantas coisas. Nesse tempo todo já criamos e mudamos várias rotinas. Ele mudou duas vezes de tamanho de fraldas e roupas. Quase fica sentado sozinho, já pega tudo que der para segurar e claro, vai tudo direto para a boca. Os dentes estão dando sinais de que querem nascer e haja mordedor e babador. 

Mas, a principal mudança é no temperamento, ele fica muito, mas muito agitado quando está com sono. Chora, se joga para trás, como se quisesse se largar do colo, e na hora da mamada é a mesma coisa. Só mama tranquilo se não estiver cansado. 

Claro que eu, e todos da família, reparamos essa mudança radical de comportamento. Confesso que não fiquei tão assustada, mas admito que o MEU comportamento também mudou. Assim como ele, também fiquei mais estressada, e com pouca paciência. Fiquei chateada por ele começar a acordar no meio da noite ( já que desde os 20 dias de vida não acordava mais) e por passar a dormir mal fiquei muito mal humorada ( 'sorry' marido, mãe, e todos que me ajudam).

Bom, isso já faz umas duas semanas, e tudo isso começou logo depois de completar 5 meses e bem no meio de uma viagem, ficamos 1 semana longe de casa. No começo pensei que ele estava estranhando estar fora. Mas, mesmo depois que voltamos, ele continuou assim. Viajamos de novo e toda essa ansiedade ainda persiste. 

Fazendo algumas pesquisas na internet, descobri que além da "crise dos 3 meses", existem várias outras "crises". Na real, esses primeiros anos de vida, são todos cheios de "altos e baixos", e não tem muito que possamos fazer, a não ser nos preparar para encarar essas crises. 

Estou tentando voltar a ser mais calma, exercitar a paciência é uma ótima atividade. Buscar informações  é um bom passo. Leia sobre essas crises, tendo conhecimento você vai poder dar uma boa resposta na hora em que  alguém quiser dar pitaco do que você deve fazer para o neném parar de chorar, ou ainda quando começarem  a surgir comentários do tipo: "não é fome?", "seu leite deve estar fraco", "só pode ser refluxo", "intolerância a lactose", "quebrante ou olho gordo", e o festival de palpites vai longe. 

De acordo com o site Bebe.com.br aqui nos primeiros 12 meses de vida, o bebê enfrenta quatro crises, aos 3 meses,  6 meses, 8 meses e 1 ano. 

Essas crises estão ligadas ao desenvolvimento das habilidades da criança. 

Já o site, Guia do Bebê aqui, diz que toda vez que o nosso bebê desenvolve uma nova habilidade, ele fica tão excitado e obcecado com a conquista que a quer praticar o tempo todo, inclusive durante o sono. Em outras palavras, um dos ‘efeitos colaterais’ desse trabalho todo que o cérebro deles está fazendo é que eles não dormem tão bem quanto o fazem em períodos que não estão trabalhando em dominar uma nova habilidade. Eles podem até resistir às rotinas já estabelecidas.

No período que imediatamente antecede o chamado salto de desenvolvimento, o bebê repentinamente pode se sentir perdido no mundo, pois seus sistemas perceptivo e cognitivo mudaram, houve uma maturidade neurológica, mas não tempo hábil para adaptação às mudanças. Então o mundo lhe parece estranho, e o resultado da ansiedade gerada é geralmente desejar voltar para sua base, ao que já lhe é conhecido, ou seja, a mamãe! Em vista disso, é comum ficarem mais carentes, precisando de mais colo, e com frequência há também alterações em seu apetite e sono.


Vou falar da qual estou passando: 

Crise dos 6 meses

Segundo o site essa é a crise da formação do triângulo familiar. Por mais que o pai tenha sido presente e ativo desde o nascimento, ele não teve uma relação tão forte com o filho. Com seis meses, o bebê, que já conhece a mãe, começa a reconhecer a figura do pai, dando início a formação do triângulo - e a crise.

Os sintomas são todos os que eu já relatei: pouco apetite, agitação e sono conturbado.

Na 23ª semana ( seis meses)  o bebê parece se tornar mais ‘difícil’. Ele busca maior contato corporal durante as brincadeiras. O bebê já consegue coordenar os movimentos dos braços e pernas com o resto do corpo. Senta sem apoio e põe objetos na boca. Nessa idade ele começa a entender que as coisas podem ficar dentro, fora, em cima, embaixo, atrás, na frente, e usa isso em suas brincadeiras. Ele passa a entender que quando a mamãe anda, ela vai se afastar e isso o assusta, então reclama quando a mãe sai de perto. Depois desse salto o bebê vai ficar interessado em explorar a casa, armários, gavetas, achar etiquetas, levantar tapetes para olhar o que tem embaixo. Ele se vira para prestar atenção nas vozes, consegue imitar alguns sons, rola bem em ambas direções e começa a se apoiar em algo para ficar de pé. Adquire maturidade para receber alimentos sólidos. Essa fase pode durar cerca de 4-5 semanas.

Então, nessas fases, é preciso apenas ter um pouco de paciência e empatia com o bebê - depois do processo de aquisição da nova habilidade (como rir, engatinhar, sentar, interagir, andar) o bebê dá um salto no desenvolvimento e demonstra felicidade com o final da ‘crise’. Ou seja, por um lado, o bebê fica feliz com a nova habilidade e independência que vem junto, e já é capaz de se afastar um pouco da mamãe. Por outro lado, sente angústias e receios com essa nova situação. Isso lhe traz sentimentos dúbios: é como uma ‘dança louca’ entre separação e apego, onde o bebê irá flutuar entre os dois por um período.

A duração de cada salto é variável, mas geralmente depois de algumas semanas a fase difícil passa e tudo volta à normalidade. Bebês e crianças precisam de cuidados amorosos, empatia e novas experiências, e não de brinquedos caros. Fale com seu bebê, cante, brinque com ele, leia para ele. São atividades chave para o desenvolvimento do cérebro. Os saltos no desenvolvimento não cessam na infância, mas continuam até a adolescência.





Com sono e muito irritado!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Reflexão de Final de Ano

Hoje,  31 de Dezembro, é o dia Mundial da Reflexão! Como boa blogueira, não poderia deixar passar em branco esse momento. Quero compartilhar com vocês, leitores e amigos, os meus pensamentos de final de ano:


2013 vai ficar marcado na história da minha vida. Mais precisamente às 8 horas e 13 minutos da manhã do dia 31 de julho. Depois de nove meses e de uma gestação tranquila, conhecemos o nosso "pacotinho". Ele veio ao mundo perfeito, saudável, lindo, calmo e cheio de vida e amor. A partir daquele instante eu me tornei mais mulher, mais viva e mais, muito mais confiante. Lembrar das quatro horas do meu trabalho de parto fazem surgir lágrimas nos olhos. Foi um misto de dor, medo, ansiedade, dor, calor, frio, dor, agonia e no fim certeza. Depois de ver o rostinho mais lindo do Mundo eu tive certeza de que jamais amei assim na vida. Ser mãe é entrar para uma "sociedade secreta", como já falei pra vocês. A gente tem uma vaga ideia do que é, mas só "sendo" pra saber exatamente como é viver essa montanha russa de emoções. 

Se eu pudesse dar um conselho para as minhas amigas seria: "sejam mães". Sejam mães e se tornem mais leves, mais tolerantes, mais fortes, mais fracas, mais choronas, mais idiotas, mais babonas... Ser mãe é uma loucura doce!

Neste ano recebi carinho e amor de pessoas que jamais esperei, e ser surpreendida assim foi muito bom. E quem é mãe sabe, quando fazem bem para os nossos filhos, estão fazendo bem para a gente.

Em 2013 foram várias vitórias no meio de coisas tristes,  várias pessoas queridas que nos deixaram há algum tempo, também deixaram saudades. Com tanta coisa boa é inevitável lembrar de quem já não está mais com a gente e de como seria bom se pudessem viver de perto tanta alegria. 

Em 2013 aprendi a ter mais fé, rezei muito, por mim, por meu filho, e por várias pessoas que eu amo. E assim, na união de pensamentos positivos e orações fomos todos abençoados com o poder da cura.

Mas, o dom da vida nos faz evoluir a esse respeito. E refletir que nada no Mundo acontece por acaso, e que ninguém passa na nossa vida sozinho, com os percalços aprendemos a sermos mais fortes, com as perdas aprendemos o valor das coisas e das pessoas. E assim vamos vivendo, nos tornando melhores. 

Espero que em 2014 essa fé aumente, e que o amor prevaleça. Desejo só coisas boas para todos, que Deus abençoe e nos guie sempre.



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Birra na hora de dormir? Olha só o que eu fiz...

Há mais ou menos duas semanas o Vítor vem mudando de comportamento na hora das sonecas. Ele quer ficar mais tempo acordado do que dormindo, e até aí tudo bem, desde que ele não tenha sono. Quando completou quatro meses começamos a viver essa nova "fase". Sempre depois das mamadas e trocas de fralda ele gostava de "tirar um soninho", mas de uns tempos pra cá ele quer ficar acordado e "tomando fé" de tudo que está acontecendo a sua volta. E olha, não teria problema nenhum o fato dele querer ficar mais tempo acordado, não fosse o caso de virar um "xaropinho" depois de um tempo, quando ele fica com sono mas não quer se render...



olha só como ele fica irritado, estávamos na maior brincadeira até que o sono começa a pegar...


Conversando com o pediatra ele disse que agora esse comportamento é normal, e ele nos indicou que quando ele começasse a ficar "xarope" devíamos pôr no berço e deixá-lo lá até que durma. 

E aí mamães, isso já aconteceu com vocês? Bom, na primeira semana, logo após a consulta eu tentei a técnica do "deixa chorar", e claro que eu não consegui, ele chorou/berrou por quase 1 hora sem parar. Até escrevi aqui que isso era demais para mim, e que nem todas essas técnicas dão certo logo de cara. Eu também pensei que, essa fase de "bebezinho" passa rápido demais e logo ele não vai mais querer ficar no meu colo, ganhando carinho e mimo da mãe. Corri no quarto dele afofei e beijei muito, ele ficou mais 30 minutos acordado, e só parava de chorar se eu ficasse caminhando com ele pelo nosso apartamento. Dormiu no meu colo visivelmente cansado. 

E eu repeti esse comportamento por mais algumas vezes, até que em um belo dia eu tentei fazer o mesmo e simplesmente não conseguia mais ficar com ele no colo, não aguentava de tão casada, afinal de contas ele já está pesando quase 7 kg. Fui, literalmente, vencida pelo cansaço. Depois de esgotada todas as possibilidades de tentar acalmá-lo, não era fome, dor, nem fralda suja. Só podia ser sono. Coloquei ele no berço, liguei o móbile e o som do quarto dele (tenho um Ipod com umas 200 músicas de ninar para bebês, tem Beatles, Madonna e até Beyoncé, além de músicas clássicas que ele adora). Aproveitei que estava com algumas roupas sendo lavadas na máquina e liguei também a TV da sala. Com o barulho do lado de fora do quarto, fechei a porta e saí de perto. Depois de 20 minutos, voltei para ve-lo  e vi que já tinha dormido. Então gente, a técnica do "deixa chorar" funciona. 



Mamães,  posso garantir que isso não é fácil, e só consegui porque fiz de tudo para não ouvir ele chorando. Mas, afirmo com propriedade que é FUNDAMENTAL ao menos tentar essa técnica. Depois dessa vez, ele fez birra de novo no dia seguinte, chorou por quase 1 hora novamente. Eu e meu marido ficamos em pé, ao lado do berço, não pegamos no colo, até que ele dormiu. Esse dia, foi ainda mais difícil porque ficamos ali, olhando. Mas, conseguimos. Depois disso ele ainda dá umas choradas para dormir, mas não chega nem a 5 minutos. Sei que aos poucos ele vai perder essa "mania". 

Olha, muita gente critica essa postura. Geralmente é uma corrente de mães que apoiam as camas compartilhas e a amamentação em livre demanda. Eu não critico nenhuma escolha,  apenas avalio as que eu tomo e comparo com outras mamães que fazem o mesmo. Deixar o neném chorar não é desumano, não é cruel e não é deixar de dar amor. Aliás, é o contrário. Apesar de ser um pequeno bebezinho ele precisa saber que nem tudo na vida acontece do jeito que a gente quer. Também acho que, deixando ele chorar você não está ensinando  que a vida é cheia de frustrações, porque isso ele vai aprender de qualquer jeito. 

Vamos avaliar nossas atitudes,  tenho certeza que essa postura é melhor para eles. Bebês não sabem o que é certo e errado, mas os pais tem obrigação de saber. E mesmo que  queiram ficar acordados eles precisam dormir. Sei que a partir de agora esse sono vai diminuir, por isso vamos preparando novas técnicas para quando ele está acordado, assunto para um novo post em breve...

E aí mamães como é com vocês, já tentaram o "deixar chorar"??? Contem para mim como foi, vamos compartilhar nossas experiências!

Beijos e até a próxima.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Como fazer meu bebê dormir a noite toda?

Que perguntinha boa né mamães, afinal parece que bebês e sono prolongado são duas coisas que não coexistem. Antes que me perguntem eu já lhes digo, não, eu não li o livro Nana Neném. Eu até comprei, está baixado na minha biblioteca virtual do Ipad. Vocês sabem né, vida de mãe não é tão sossegada, e eu não tive tempo, ainda.  Desses livros de auto-ajuda para mamães, por enquanto eu só li dois: o tal Crianças Francesas não fazem Manha, e Educando Meninos. Eu ainda farei uma resenha sobre os dois, não agora.

Bom, o fato é: agora são 7:19 da manhã de Domingo. Todos aqui em casa dormimos por mais de 8h seguidas, o bebezinho e o papi dele estão lá na  nossa cama agora e adivinhem o que estão fazendo??? Pois é, dormindo! O Vítor acorda sempre entre 6h e 7h da manhã e dorme sempre entre 22h e 23h e sim, ele dorme a noite TODA, desde os 20 dias de idade.

E como eu consegui isso??? Antes de tudo mamãe, você precisa ter em mente que bebês são como uma "caixinha de presente surpresa", e que cada um é diferente do outro. Eu tenho plena consciência disso. Sei que posso ter outro filho e que ele seja completamente o oposto do irmão. Portanto, bebês não podem e não devem ser comparados uns com os outros. Tem mãe que adora falar assim: "seu filho não dorme a noite toda???? (em um tom meio ácido)  Ahhh, o meu sempre dormiu  a noite todinha, você precisa ser mais firme ( em um tom autoritário) ". Mamães, não caiam nessa cilada!

Primeiro, mãe que é mãe sabe que fazer esse tipo de comentário é desnecessário, e outra, ficar se "vangloriando" do fato do filho dormir a noite toda é a coisa mais "sem noção" que alguém pode fazer. Portanto, já pensei várias vezes se escrevia ou não esse post.

Mas, eu quero muito ajudar as mamães, principalmente as que precisam voltar ao trabalho depois da licença maternidade. Afinal, para encarar um dia inteiro na luta é preciso  algumas horas de sono completas. 

Então, primeiro vocês precisam considerar o estado físico dos seus bebês. Para que eles possam dormir a noite toda eles precisam ser saudáveis, eu não sou médica, não sou especialista. Sou apenas uma mãe metida a besta que gosta de escrever portanto, só levem em conta o que acharem necessário. Eu acredito que crianças que apresentem algum problema de saúde devem ser consideradas especiais, e a postura dos pais em relação a elas deve ser diferente também. Isso porque, algumas precisam ter o sono interrompido para tomar medicamentos, ou para serem alimentadas. Avalie  e considere também se o bebê mama leite artificial ou materno. Cada caso é um caso, não vou avaliar e nem opinar sobre bebês que por algum motivo mamem leite artificial. O Vítor tem 4 meses e até agora está só no leite materno, nem sabe o gosto de outro leite que não seja o meu. 

Consideradas essas opções vamos lá: mama só leite materno e é saudável. Como fazer para dormir a noite toda??? Eu acredito que esse caso representa 90% de postura  da mãe  e 10% de sorte do bebê ser calmo ou não. Observei mães que têm uma atitute semelhante a minha, e todas têm  bebês que dormem tranquilos a noite toda. Mas, e que postura é essa? Essa postura representa,  ter segurança nas suas escolhas, ter consciência de que o bebê vai dormir  a noite toda se ele quiser, e ser firme em relação a dar ou não mama de madrugada.

Por aqui aconteceu assim: nos primeiros 40 dias de vida, o Vítor dormiu eu um cama improvisada no carrinho, ao lado da minha cama. Ele sempre mamou de 4 em 4 horas ou 3 em 3 horas. E sempre foi um relógio. Nos primeiros dias ele acordava sempre às 4h da madrugada. Eu corria pegar ele, levar para o quarto para dar mama, devidamente acomodada na poltrona de amamentação. Em uma noite qualquer, depois de ter mamado perto da meia noite, ele simplesmente não acordou. Eu acordei, lógico, mas ele estava dormindo tão tranquilo que eu resolvi não acordá-lo. Na noite seguinte ele deu uma resmungadinha, no horário de costume, eu ofereci a chupeta, ele pegou e voltou a dormir. Na terceira noite, de novo. Na quarta ele dormiu direto sem resmugar e assim foi. 

Depois dos 40 dias ele foi para o berço no quarto dele. Eu preferia ele pertinho de mim, mas ele já estava maior, e o carrinho era nitidamente menos confortável. Como moramos em apartamento, e não cabe um berço em nosso quarto, o jeito foi arrumar uma super babá eletrônica e encarar esse passo com tranquilidade.  Claro que, em algumas noites ele se acordava, e eu fiz várias vezes a maratona: meu quarto - quarto dele. 

Enfim, nesses quatro meses nós descobrimos que: se entre 20h e 23h ele ficar acordado terá uma noite completa de sono. Por isso mudamos o banho para mais tarde, geralmente era entre 18h e 19h, agora é entre 20h e 21h. Deixamos ele acordado o máximo que conseguimos. A última mamada da noite é sempre entre 22h e 23h, e assim ele só vai acordar entre 6h e 7h. O horário que ele acorda, depende da hora que ele foi dormir, quanto mais tarde dorme, mais tarde acorda no outro dia. Ele ainda "se bate" durante a noite, as vezes. Mas, é raro, e quando isso acontece eu levanto por o bico se ele tiver com os olhos abertos (vejo pela babá)  se ele estiver de olhos fechados, eu deixo que logo ele volta a dormir. As vezes dá a impressão que ele tem pesadelos, se mexe e resmunga, mas de olhos fechados, se acontecer isso é só deixar ele quieto que logo volta a dormir. Eu NUNCA, jamais pego ele no colo para acalmar, e NUNCA desde que ele tem 20 dias dou mama ou troco ele de madrugada. 

Mães, essa é a minha postura, avalie e veja se o seu bebê pode ser conduzido dessa maneira. Ajuda muito se você se mantiver calma e tranquila. Não queira fazer isso como uma imposição, dormir ou não dormir vai depender dele também. Mas, a sua atitude em relação a isso conta muito! Seja confiante e determinada. Ele NÃO vai morrer de fome se você cortar a mamada da madrugada, se ele estiver chorando muito levante ver se não for frio ou calor, mas não pegue no colo. Se você optou por oferecer chupeta, ela é uma aliada poderosa para essa hora. As vezes acalma e eles voltam a dormir no mesmo instante. Também não tem problema deixar ele com a mesma fralda a noite toda, basta   passar bastante pomada para assaduras na última troca.

Tente fazer isso, e depois me conta se deu certo. Deixe também um comentário com as suas dicas para que eles durmam a noite toda, assim podemos juntas ajudar outras mamães. Qualquer dúvida, ou sugestão é só deixar um comentário!

Beijos e bons sonhos!